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Com 15 mil pessoas acima do limite, Nigéria x Egito não terminou em tragédia por milagre

O próprio site da Federação Nigeriana de Futebol, ao anunciar o preço dos ingressos para a partida pelas Eliminatórias da Copa Africana de Nações, afirmou que a capacidade do estádio Ahmadu Bello, em Kaduna, no noroeste do país, é de 25 mil pessoas. A decisão do governo da região de abrir os portões, portanto, foi totalmente irresponsável. Um público estimado de no mínimo 40 mil assistiu ao empate por 1 a 1 contra o Egito, na última sexta-feira.

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Havia torcedores saíndo pelo ladrão. Alguns sentaram no gramado, à frente das arquibancadas e próximos da linha lateral, como naquelas partidas antigas na Inglaterra em que os limites do gramado eram, na verdade, o final da multidão. Havia pessoas em cima dos telhados das casas vizinhas, penduradas nas torres de iluminação e até mesmo atrás dos refletores.

Qualquer movimentação mais brusca da torcida poderia ter causado um desastre, como já vimos em outras ocasiões no futebol mundial. A mais famosa delas foi Hillsborough, em 1989, quando 96 pessoas morreram na semifinal da Copa da Inglaterra, entre Liverpool e Nottingham Forest, em um tumulto no estádio superlotado.

O alívio foi total quando a partida terminou sem maiores incidentes. Ainda havia milhares de pessoas no lado de fora tentando entrar e a polícia, segundo relatos, desistiu de tentar conter a multidão.

Em campo, o jogo também foi quente. Etebo Oghenekaro abriu o placar para os nigerianos, aos 15 minutos do segundo tempo, e Salah empatou, já no final da partida. Os jogadores do time da casa reclamam que os visitantes não jogaram a bola para fora quando Godfrey Oboabona mancou para fora do gramado.

“Todos estão dizendo que perdemos o jogo nos últimos três minutos, mas eu só posso dizer que fair play é fair play. Nós poderíamos ter nos concentrado um pouco mais, mas fair play é fair play. Isso é trapacear, é tudo que posso dizer”, disse o capitão nigeriano John Obi Mikel.

Por outro lado, os egípcios reclamam que o árbitro encerrou a partida no momento em que Salah arrancava para o gol nigeriano, sem marcação. E reclamaram bastante. Os times voltam a se enfrentar na terça-feira.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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