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Após cinco empates por 1 a 1, não teve jeito: o sorteio definirá o destino de Mali e Guiné na CAN

Seis jogos, cinco empates por 1 a 1. O baixo nível técnico tem sido uma das marcas registradas desta Copa Africana de Nações. No Grupo D, porém, mais exagerado ainda foi o equilíbrio de forças. Em partidas quase sempre amarradas, o empate era o caminho natural. Que só não aconteceu uma vez, nesta quarta, na vitória de Costa do Marfim sobre Camarões por 1 a 0. E o resto do cenário levou Guiné e Mali para o acaso: o destino das duas equipes não será decidido por seus méritos esportivos, mas por um sorteio, marcado para esta quinta.

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Mais do que empatarem por 1 a 1 no fechamento da rodada, Mali e Guiné ficaram exatamente igualados e todos os outros critérios da competição: três pontos, três gols marcados, três sofridos, saldo zerado. O sorteio era inescapável, diante de qualquer novo empate nesta quarta. E também seria realizado se as duas vitórias tivessem placares iguais, o que chegou a se prever, enquanto os guineenses venciam por 1 a 0.

No fim das contas, só faltou um golzinho de Camarões para o caos total. Para sorte dos Elefantes, o petardo de Max Gradel valeu a classificação para as quartas de final, diante de uma fase de grupos muito abaixo do favoritismo que se sugere à equipe. Por mais que Drogba não viva o seu auge, sua ausência parece tirar um pouco da alma dos marfinenses. Precisam de muito mais para enfrentar a Argélia na próxima etapa.

Já Gana terá que esperar a definição dos potes para saber quem pega. Talvez o maior símbolo das equipes defensivas demais desta Copa Africana, apostando muito mais no vigor físico do que no talento individual. Das 24 partidas da primeira fase, 13 terminaram em empates – outros cinco no Grupo B, no qual não houve sorteio. Nos mata-matas, pelo menos os pênaltis poderão garantir alguma diversão a mais em meio a tanto marasmo.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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