ÁfricaCopa Africana de Nações

Águias lá no alto! Nigéria é tricampeã da Copa Africana

Dezenove anos depois, a Nigéria volta a comemorar o título da Copa Africana de Nações. Favoritas na decisão contra a surpreendente Burkina Faso, as Super Águias fizeram valer o peso da camisa na vitória por 1 a 0. Embalados desde as quartas de final, após eliminarem Costa do Marfim e Mali, os nigerianos foram superiores durante todo o jogo no Soccer City, celebrando merecidamente o terceiro título continental – as conquistas anteriores vieram em 1980 e 1994. O feito ainda vale uma vaga na Copa das Confederações, ao lado de Espanha, Uruguai e Taiti no Grupo B.

Antes da partida, os nigerianos sofreram uma baixa considerável ao perderem o artilheiro da competição, Emmanuel Emenike, por lesão, sendo substituído por Ikechukwu Uche. Apesar do desfalque as Super Águias tiveram início de jogo brilhante, sufocando os adversários no campo ofensivo e pressionando a saída de bola. Restavam apenas as ocasiões de gol, com as melhores chances criadas em bolas alçadas à área.

Do outro lado, Burkina Faso tinha muitas dificuldades para se aproximar do gol rival. A compacta marcação nigeriana conseguia manter isolado Jonathan Pitroipa, eleito o melhor jogador da competição após a partida. E o domínio da equipe de Stephen Keshi acabou dando resultado aos 40 minutos de jogo, com um golaço anotado por Sunday Mba.

Logo no início da etapa complementar, as Super Águias demonstraram sua vontade com bom lance de Brown Ideye, que chutou quase sem ângulo e não ampliou a diferença por centímetros. Os burquinenses tentavam pressionar, mas encontravam poucos espaços diante da marcação da Nigéria – que, por sua vez, gastava o tempo quando tomava a bola.

Nos minutos finais, prevaleceu o desespero de Burkina. O técnico Paul Put tirou três jogadores de defesa para colocar três atacantes no time. Ainda assim, as alterações surtiram pouco efeito e Nigéria continuou criando mais perigo, ao desperdiçar alguns contra-ataques. Muito pouco para estragar a festa dos tricampeões.

Formações iniciais

Final CAN 2013

Destaque do jogo

A força coletiva da Nigéria. Obviamente, as Super Águias contaram com alguns destaques individuais durante a competição, como Emenike, Moses e Mikel – eleito o craque da decisão. No entanto, assim como durante todo o mata-mata, o empenho da equipe acabou se sobressaindo na final. O vigor físico do time ao pressionar os meio-campistas burquinenses e ao atacar em bloco.

Momento-chave

A defesa de Victor Enyeama, aos 33 minutos do segundo tempo. Burkina Faso demonstrava pouca criatividade e tiveram apenas uma chance clara de gol. E o goleiro nigeriano não decepcionou quando exigido, fazendo grande intervenção para desviar chute cruzado de Wilfried Sanou.

Os gols

40’/1T – GOL DA NIGÉRIA! Após chute bloqueado de Victor Moses, a bola sobra para Sunday Mba na entrada da área. Mesmo com o caminho congestionado, meio-campista aplica um chapéu na marcação e finaliza no canto.

Curiosidade

Defensor do time campeão em 1994, Stephen Keshi é o segundo a conquistar a Copa Africana de Nações como jogador e como treinador. O primeiro a atingir o feito foi o egípcio Mahmoud El-Gohary, vencedor em 1959 e em 1998.

Ficha técnica

NIGÉRIA 1X0 BURKINA FASO

 images Nigéria
Victor Enyeama, Efe Ambrose, Godfrey Oboabona, Kenneth Omeruo e Uwa Echiejile (Juwon Oshaniwa (22’/2T); Obi Mikel, Ogenyi Onasi e Sunday Mba (Joseph Yobo, 44’/2T); Victor Moses, Ideye Brown e Ikechukwu Uche (Ahmed Musa, 8’/2T). Técnico: Stephen Keshi
 BURKINA_FASO_FEDERATION_LOGO Burkina Faso
Daouda Diakité, Mohamed Koffi, Bakary Koné, Paul Koulibaly (Moumouni Dagano, 39’/2T) e Madi Panandetiguiri; Djakaridja Koné (Abdou Razak Traoré, 45’/2T), Florent Rouamba (Wilfried Sanou, 20’/2T) e Charles Kaboré; Jonathan Pitroipa, Aristide Banzé e Prejuce Nakoulma. Técnico: Paul Put.
Local: Estádio Soccer City, Joanesburgo (AFS)
Árbitro: Djamel Haimoudi (AGL)
Gols: Sunday Mba, 40’/1T
Cartões amarelos: Omeruo, Mikel, Onazi, Ideye e Oshaniwa (Nigéria); Rouamba (Burkina Faso)
Cartões vermelhos: nenhum

Mostrar mais

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo