ÁfricaCopa do MundoEliminatórias da Copa

A festa de Uganda na vitória sobre o Egito é a euforia pela imensa surpresa nas Eliminatórias

Em uma chave ao lado de Gana e Egito, além de Congo-Brazzaville, poucos apostariam em Uganda no páreo por uma vaga na Copa do Mundo. Os Grous, entretanto, terminam o primeiro turno da fase decisiva das Eliminatórias Africanas mostrando que suas ambições são enormes. Presente na última Copa Africana de Nações, após um hiato de 39 anos, o país não passou da fase de grupos – eliminado justamente em uma chave que contava com ganeses e egípcios. Experiência que parece ter sido fundamental aos ugandenses. Após empatar com Gana e vencer Congo nos primeiros compromissos, disputados antes da CAN, Uganda superou o Egito por 1 a 0 nesta quinta e assumiu o topo do Grupo E, com sete pontos – um a mais que os Faraós.

A festa aconteceu no Estádio Nacional Mandela, na cidade de Kampala. Por mais que o Egito tivesse jogadores bem mais tarimbados, a exemplo de Mohamed Salah e Mohamed Elneny, a seleção ugandense não se intimidou. A vitória por 1 a 0 saiu graças a um gol anotado por Emmanuel Okwi, principal referência ofensiva dos Grous, aos cinco minutos do segundo tempo. As arquibancadas não estavam completamente lotadas, mas a euforia foi imensa. Inclusive dos próprios jogadores, que pareciam já celebrar a vitória. Um feito e tanto para uma seleção que mal costuma aparecer entre as coadjuvantes na África.

Gana, com um ponto, fecha a rodada nesta sexta recebendo o Congo-Brazzaville. E, independentemente da disputa seja parelha, Uganda tem todo o direito de sonhar. Ainda pegará os Estrelas Negras em casa, além de visitar Egito e Congo-Brazzaville. O jogo contra os Faraós na próxima terça, em Alexandria, terá um peso imenso. Um empate já pode ajudar bastante os Grous, mantendo os egípcios um ponto atrás, com seis.

Mostrar mais

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo