Zico fala pouco e bem. Yoani fala muuuuiitoo…..

Uma entrevista de Zico é um bálsamo para quem gosta do futebol bem jogado, do que se chamava de verdadeiro futebol brasileiro, que hoje, com algumas variações, é jogado na Espanha e alguns outros países.

Na segunda-feira à noite, brincando com o controle remoto, chego ao craque, que nomeia outros craques: os três maiores brasileiros da atualidade. E ele cita Neymar, Lucas e Hernanes. Mostra grande admiração pelo santista e deixa claro que vê o atual atacante do PSG como alguém que pode render muito mais, pode romper limites. E lamenta que Hernanes tenha tido poucas chances na seleção.

Os nomes, aí, não são tão importantes. O fundamental é ver que há uma defesa do futebol de algumas décadas atrás, com Neymar de um lado e Lucas de outro. Dois atacantes que se juntariam a alguém fixo, imagino eu.

E Hernanes? Não sei se Zico o escalaria como um volante com boa saída de bola, chegando ao ataque para passar ou chutar, fundamentos que sempre praticou com qualidade, ou se entraria em campo como um meia que pode ajudar na marcação, como Elano faz, por exemplo. Possivelmente, as duas coisas, que é o que se exige de um jogador de meio-campo no futebol bem jogado.

Uma seleção com Zico seria uma seleção aberta, sem preocupação defensiva, como os arautos da marcação dizem que o time de Telê Santana foi, em 82? Não creio e isso ele deixou bem claro ao responder sobre uma comparação entre Maradona e Messi.

“Não acho que Messi tenha se igualado a Maradona. O que Maradona fez no futebol italiano, ele fez sempre com uma marcação muito dura, sempre com alguém nas suas costas, jogando firmemente. Não vejo isso em Messi. Nunca vi ele sofrendo com uma marcação individual. Eu faria isso que é o que ele merece, pois é o cara que decide os jogos”.

Não entendo como não dão importância a Zico. O Galinho é um exilado em seu próprio país. Pelo seu passado e pela clareza de suas ideias, deveria ser muito mais ouvido. Eu deixaria a seleção em suas mãos.

Por falar em exilado, a cubana Yoani Sánchez, que vive em Havana, foi recebida no Brasil com status de chefe de estado no exílio. Como se fosse o presidente da Palestina, o Dalai Lama ou o aiatolá Khomeini, quando, no final dos anos 70, comandava a resistência ao xá Reza Pahlevi.

Yoani fala sobre tudo. Se voltar no ano que vem, pode ganhar o status de uma Dionne Warwick, grande arroz de festa carioca. Imagino Yoani no réveillon de Bruno Chateaubriand, no caldeirão do Huck ou no Mulheres Ricas. Cafonice e dinheiro não lhe faltam.

A cubana, anuncia Carlos Alberto Lino, vai dar entrevista no próximo bloco e explicar que a queda dos resultados olímpicos de Cuba têm a ver com a queda dos índices sociais na Ilha. Um raciocínio que tem seus méritos, mas que esbarra em um dado concreto. Em 2012, em relação a 2008, Cuba teve um crescimento de 150% quando se fala em medalhas de ouro conquistadas. Subiu de dois para cinco.

Difícil falar em queda. Por isso, nem vi a entrevista. Preferi, ao lado do meu amor, ver Nanda Costa e Giovana Antonelli, que são do bem, desafiando a lógica na novela que estava gravadinha lá na tv.

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