Vialli: ‘Il bomber pazzo’
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“Ele defende como um tigre, ataca como um leão e é ágil como um puma. Tem todos esses traços aliados a uma enorme personalidade”. Assim o imaginativo treinador iugoslavo Vujadin Boskov, definia Gianluca Vialli, o artilheiro da sua Sampdoria na épica conquista do titulo italiano de 1990/1.
Lapidado na modesta Cremonese, o temperamental ‘bomber’ foi selecionado para a ‘equipe ideal’ da Euro 88, na Alemanha, há 20 anos.
Marcou o gol da vitória contra a Espanha, mas não impediu a queda dos italianos frente a União Soviética nas semifinais daquela nostálgica edição que consagrou o belo futebol da Holanda do trio Rijkaard-Gullit-Van Basten.
Sua rebeldia e controvérsias com o treinador Arrigo Sacchi o impediram de seguir uma bela carreira na seleção azzurra após a Copa de 90.
Possante (1,80alt, 78kg), foi um dos mais perigosos centroavantes da velha bota na virada dos anos 1980 para os 90 e seus mais diversos visuais expressavam sua instabilidade psicológica.
Ambidestro, encantava sua capacidade quase singular de rematar a bola de primeira com uma precisão absurda, os torcedores juventinos não esquecem o gol antológico contra o Parma na final da Copa UEFA em 95, naquela que foi uma de suas melhores temporadas no Calcio.
Antes de rechear a galeria de troféus da Juventus e pendurar as chuteiras no Chelsea, sua carreira ficou marcada pela dupla ofensiva que fez com Roberto Mancini na inesquecível ‘Samp-simpatia’.
O clube de Gênova ganhou Scudetto, Copa da Itália e Copa UEFA contando também com figuras de relevo como o goleiro Pagliuca, o meia brasileiro Toninho Cerezo e o carismático esterno-direito Attilio Lombardo.
Gêmeos do gol
Assim era chamada a dupla Mancini-Vialli, mais de 200 gols pela Sampdoria entre 84 e 92, e uma amizade sólida que cruzou décadas.
Pouco antes de encerrar a carreira, ‘Il Mancio’ respondia perguntas num especial de rádio e falava sobre a possibilidade de jogar na Inglaterra, quando surgiu na linha uma voz muito familiar dizendo:
“Sou torcedor do Blackburn, mas falo de Londres para dizer que não queremos você na Premier League”. Gargalhadas gerais, era Vialli do outro lado da linha….
Vialli hoje
Trabalha como comentarista, tem uma instituição filantrópica e recentemente lançou um livro intitulado ‘The Italian Job’ no qual retrata as diferenças entre o futebol italiano e inglês.
A confecção da obra teve participação direta do jornalista e poliglota Gabriele Marcotti, um dos mais apaixonados cronistas da velha bota.
O palpite de Vialli para esta Euro? Segundo entrevista para o portal ‘Europe in the UK’, ele aposta numa nova zebra…