Vestindo a camisa e posando pras fotos

Sensação de se apresentar à Trivela
É uma grande emoção. Como vocês sabem, todo jornalista sonha em trabalhar num lugar que lhe dê estrutura para desempenhar bem o seu papel. E esse blog não está hospedado nem no Blogspot, nem no Geocities, o que já mostra toda a grandeza do site. Vi os posters espalhados pela redação e tive certeza de que quero participar dessa história também. Depois me avisaram que as gostosas peladas dos posters nunca trabalharam na Trivela, apenas posaram nuas para algumas revistas masculinas. Aí eu desanimei um pouco, mas faz parte, são coisas que acontecem no futebol. Estou num momento muito especial da minha carreira e chego para conquistar chamadas de capa no UOL.
Em quem se espelha
Meus ídolos na literatura são Machado de Assis, Luís Fernando Veríssimo e Nick Hornby. No Jornalismo, admiro figuras como Marcos Uchôa, Caco Barcellos, Paulo Vinícius Coelho e José Roberto Torero. Mas me espelho mesmo em pessoas que não têm nenhum talento, mas mesmo assim ganham muito dinheiro, tipo o Paulo Coelho, o Luciano Huck e o Jon Bon Jovi. Não posso virar talentoso assim, do nada, a essa altura da vida, mas pra ser rico e bem sucedido ainda está em tempo.
Suas características
Sou um blogueiro bastante técnico, tenho um bom domínio da ortografia e busco me aprimorar sempre no uso de vocativos, apostos e metonímias. Mas também sei jogar duro quando as circunstâncias pedem, usando gírias e expressões surgidas nas redes sociais. Sou bom no jogo aéreo, fico meio avoado, perdido em pensamentos avulsos enquanto devia estar escrevendo uma postagem. Eu me considero um blogueiro bom de grupo, estou consciente que tenho de buscar o meu espaço aos poucos. Chego com o pensamento de ajudar os meus companheiros, vim pra somar. Só espero que não me joguem na contabilidade da empresa, ou isso aqui vai ficar tão confuso quanto a folha salarial do Flamengo ou o planejamento atual da diretoria do Palmeiras.
Transição entre o Twitter e o blog
Naturalmente, precisarei de um tempo para me ambientar. Vejam o Falcão, do futsal. Foi jogar futebol de campo pelo São Paulo, mas sentiu dificuldades, é normal que isso aconteça. Às vezes, as pessoas acontecem que nós também somos seres humanos, temos família, problema em casa, contas pra pagar. Assim como o Falcão, estou acostumado a driblar em espaço curtos de 140 caracteres, espero usar isso a meu favor por aqui e aproveitar toda a extensão do gramado para falar mais e mais besteiras, com ainda mais cretinice do que as que me trouxeram até aqui.
Objetivos para o futuro
Claro que todo mundo que trabalha com a escrita sonha em alinhar pela Academia Brasileira de Letras, embora ela hoje seja tratada como um produto, não tem mais aquela ressonância junto à população brasileira, que se sente distante e desprestigiada, preferindo torcer por seus clubes de leitura. Espero um dia poder vestir a toga canarinho e ajudar a trazer o trema e o acento do “ideia” de volta ao lugar de onde nunca deveriam ter saído. Mas penso que isso não é um objetivo, mas sim a consequência de um trabalho bem realizado.
Relação com os companheiros e com os leitores
A expectativa é a melhor possível. Já conheço boa parte do plantel por causa do Twitter e estou animado com a possibilidade de continuar a trollá-los, agora em um novo formato, com mais gente vendo, pra tornar as humilhações ainda mais públicas.Quanto aos leitores, me vejo como um carregador de piano, daquele que tem uma função tática importante, mas não é muito reconhecido pela torcida. Estou preparado para lidar com as críticas, os xingamentos, as correções, da melhor forma possível, sem xingar a mãe de nenhum deles. Como disse certa vez o Arley, ex-lateral do Santa Cruz: “A boca que vaia é a mesma que aplaude”. Pode não ser uma afirmativa anatomicamente correta, mas faz todo sentido do mundo. A não ser que você só seja vaiado o tempo todo. Também tem disso. São coisas do futebol.



