Triste queda

Ok, pessoal, sei que sair de dois posts sobre o Barcelona e migrar para um do Guarani não é a melhor coisa do mundo. Mas, como bom campineiro que sou, preciso escrever algumas linhas sobre o rebaixamento do Bugre.

Antes que perguntem ou especulem, não sou bugrino nem pontepretano, e isso sempre me garantiu independência para discutir sobre os times com meus amigos torcedores. Agora, como jornalista, isso nada interferiria de qualquer modo.

Somente Guarani, Fluminense e Botafogo não trocaram o treinador no Brasileirão. O time campineiro contratou Vágner Mancini (que se tornou jogador morando embaixo das arquibancadas do Brinco de Ouro) após a quase queda na Série A2 do Campeonato Paulista e está com ele até hoje. Trouxe, também, bons jogadores que formaram uma base bastante interessante: Fabão, Renan, Baiano, Mazola e Roger, que se juntaram aos poucos remanescentes do primeiro semestre.

Enquanto estes jogaram, o Guarani chegou a ser quinto colocado no Campeonato Brasileiro. Com um futebol burocrático, mas eficiente, o time dava mostras que não seria rebaixado, como 99% dos analistas previam. Obviamente que não se manteria tão alto, e uma queda de rendimento era esperada.

No entanto, a maionese desandou demais. O zagueiro se machucou, os volantes não aguentaram o ritmo intenso da competição, o habilidoso atacante parou de marcar gols e o centroavante foi embora para o Japão (aliás, como artilheiro do Brasileirão, posição que ostentou por muito tempo depois que foi embora).

Com isso, o ponto fraco do time ficou evidente: a falta de elenco. Não havia reservas decentes para os titulares. Assim, todo planejamento que foi feito com Mancini foi por água abaixo no segundo turno.

Em 2011, no ano de seu centenário, o Guarani Futebol Clube estará mais uma vez na segunda divisão. Campeão brasileiro de 1978, responsável por times inesquecíveis nos anos 1980 e 1990, revelador de alguns dos maiores jogadores brasileiros de todos os tempos. Infelizmente, nem só do passado vive um clube. O presente é complicado.

Caberá à diretoria, agora, olhar para a frente e começar do zero mais uma vez (aliás, eleições em breve, portanto, mais mudanças podem ocorrer). Jogadores comprometidos e valorização da base são os dois primeiros passos. Mas qualidade acima de tudo, porque futebol é jogado no campo.

Obs1. Ao menos, no ano que vem, voltarei a escrever meus tradicionais posts sobre o dérbi campineiro neste espaço.

Obs2. Perdoem pelo post tão grande.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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