Tataw: pioneiro no Oriente
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Capitão da seleção de Camarões nas Copas de 1990, na Itália, e 94, nos Estados Unidos, o defensor Stephen Tataw foi o primeiro jogador africano profissional a atuar no futebol japonês e apontado como um dos melhores laterais do Mundial de 90, disputado na bota.
Completando 45 anos neste 31 de março, o ex-camisa 14 dos ‘Leões Indomáveis’ era um possante zagueiro/lateral que saia bem para o jogo com cabeça erguida e toques quase sempre apoiados. Algo lento nas transições, mas sua entrega, confiança e espírito de liderança inato sempre foram traços marcantes no seu caráter dentro e fora de campo.
Eleito para o ‘Best Eleven’ na campanha do titulo camaronês na Copa Africana de Nações 1988, no Marrocos, jogou quase toda a carreira em seu próprio país. Inicialmente no Tonnerre Yaoundé, que dominou o cenário nacional nos anos 80, e depois no Olympic Mvolye.
Somente aos 31 anos, o eterno capitão provou uma aventura no exterior ao assinar com o Tosu Futures, que hoje se chama Sagan Tosu e disputa a J-League 2, a segundona nipônica. Com a transferência, se tornou o primeiro futebolista africano profissional a atuar no futebol do Japão.
As lembranças dos Leões
Impressiona observar como o antigo capitão dos ‘Leões Indomáveis’ gosta de pronunciar quase obsessivamente a expressão “Trabalho duro”.
Com uma franqueza típica dos lideres mais obstinados, Tataw nunca escondeu que o ex-goleiro Joseph Bell foi o único que atrapalhou o ambiente na Copa de 90. Além de admitir que a eliminação sofrida para os ingleses naquele Mundial foi uma derrota ‘comum’ de uma ‘equipe normal’.
O ex-comandante da histórica campanha de 90 é o maior ídolo do atual capitão de Camarões, o experiente zagueiro recordista de partidas pela seleção, Rigobert Song, do Galatasaray, da Turquia. Além de estar sempre em contato e ajudando os jovens jogadores de seu país. Claro, sempre com o discurso na ponta da língua e….’trabalho duro’.