Só agora?
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A Fifa decidiu usar cabeças de chave no sorteio da repescagem nas Eliminatórias europeias da Copa do Mundo, repetindo o que foi feito na classificação para 2006. Em resumo, entre as oito melhores segundas colocadas nos grupos, não poderão se enfrentar as quatro melhor posicionadas no ranking da entidade.
O mal, no caso, não é dirigir o sorteio. É normal que se faça isso para garantir um maior equilíbrio de forças entre os confrontos. O problema é o momento da decisão, tomada na última reunião do comitê executivo da Fifa, dia 29 de setembro, antes das rodadas finais dos grupos.
A sensação que passa é de que a opção só foi feita diante da possibilidade de a repescagem ter seleções como França, Portugal e Rússia (ou Alemanha), aumentando a possibilidade de equipes tradicionais, com nomes importantes do futebol mundial, ficarem de fora. Equipes como a Irlanda reclamam, com razão.
Se poderia ser um alento garantir o segundo lugar no grupo e ir à repescagem, agora a tarefa tende a ficar complicada. Seria melhor se a regra do jogo fosse conhecida desde o começo.