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Sergio Ramos foi o destruidor dos sonhos do Napoli para classificar (mais uma vez) o Real Madrid

Sergio Ramos é zagueiro, capitão e um ídolo já histórico no Real Madrid. Sem ele, talvez o Real Madrid não tivesse ganhado a Champions duas vezes nos últimos três anos, nem tivesse o título mundial. É um dos jogadores mais importantes do elenco pela sua regularidade na defesa e tem se notabilizado por ser o salvador do time também no ataque. Foi assim na classificação do Real Madrid às quartas de final com um 3 a 1 em pleno estádio San Paolo.

Contra o Napoli, na Itália, Sergio Ramos surgiu quando o time perdia por 1 a 0 para os mandantes e acabou com os sonhos dos torcedores em poucos minutos. No intervalo de seis minutos, ele fez dois gols de cabeça em escanteios e virou o jogo para 2 a 1, praticamente garantindo a classificação do time (a Uefa definiu que o segundo gol foi contra, pelo desvio em Mertens). O gol do atacante Álvaro Morata, já nos acréscimos, foi só a cereja no bolo para os merengues.

Um zagueiro que é o capitão do time, mas que se tornou uma das suas peças mais importantes no sistema ofensivo. Ainda mais com o ataque BBC, tão badalado, só tendo Karim Benzema nas melhores condições físicas. Cristiano Ronaldo foi até poupado no fim de semana, pelo Campeonato Espanhol, e Bale ainda busca recuperar a melhor condição. É o capitão de um time que mais uma vez se coloca como um dos favoritos.

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O jogo

O Real Madrid veio com a sua escalação mais forte, com os mesmos 11 jogadores que entraram em campo na conquista da Champions League na última temporada. O ataque com Gareth Bale, Karim Benzema e Cristiano Ronaldo foi a campo para tentar trazer o talento e a força de ataque. Só que onde o time foi mais exigido foi no setor defensivo. Pepe voltou ao time titular ao lado de Sergio Ramos, com Carvajal e Marcelo como laterais e o meio-campo com Casemiro, Kroos e Modric.

O Napoli, sabendo que precisava de gols, fez uso do ambiente sempre muito favorável no estádio San Paolo. Foram cinco minutos de loucura no estádio de Nápoles, com o time da casa aproveitando o enorme barulho da torcida e a empolgação para ir para cima com o seu ataque dos baixinhos Callejón, Mertens e Insigne, municiados por Hamsik.

O Real Madrid segurava a pressão e tentava acalmar o jogo sempre que podia. Aproveitava erros de passe do Napoli para chegar muito rapidamente ao ataque e levar perigo. Conseguiu chegar algumas vezes às proximidades do gol do Napoli desta forma, especialmente com Benzema vindo receber nas imediações da área e fazendo o pivô. Bale, pela direita, era muito perigoso com a bola nos pés.

Só que o Napoli arrancou para o gol aos 24 minutos. Em uma bola em velocidade de Hamsik, Mertens, pela esquerda, passou pela marcação e tocou no canto, cruzado, marcando o primeiro gol da partida. Um gol que impulsionou o sonho dos azzurri. Faltava um gol para a avançar, mas a defesa não poderia tomar nenhum.

Aos 28 minutos, o Real Madrid arrancou em um contra-ataque perigosíssimo, com um lançamento preciso em profundidade no meio da zaga para Cristiano Ronaldo, que, na cara do gol, tocou tirando de Reina e a bola tocou na trave.

O sonho se manteve aos 37 minutos. Allan dividiu com Toni Kroos, a bola sobrou para Mertens no meio da área e o belga girou rápido, a bola tocou a trave e saiu. Por pouco não saiu o segundo gol – que já bastaria para a classificação. Ficou no quase no primeiro tempo.

O segundo tempo teve um enredo diferente. Logo aos seis minutos, escanteio para o Real Madrid pelo lado esquerdo do ataque. Toni Kroos cobrou, Sergio Ramos subiu e cabeceou bem, sem chances para Reina: 1 a 1 no placar. Balde de água fria nos Partenopei. Mas a esperança ainda vestia azul, mas seriam necessários mais dois gols.

Só que essa esperança ganhou um golpe gelado em seguida. Aos 12, novo escanteio desta vez do lado direito. Toni Kroos mais uma vez cobrou o escanteio para a área, Sergio Ramos cabeceou, Mertens desviou e matou o goleiro Reina. Virada do Real Madrid em Nápoles: 2 a 1.

Com isso, a situação do Napoli complicou demais. Seria necessário um placar de 5 a 2 para se classificar e era difícil imaginar que fosse possível, com um time tão matreiro e experiente como o Real Madrid.

O segundo gol do Real Madrid esfriou o jogo e até a torcida. Embora os cantos continuassem, já não havia aquele calor do primeiro tempo, empurrando o time ao ataque. O Napoli ficou sem gás e o Real Madrid passou a ameaçar fazer o terceiro gol em contra-ataques. Cristiano Ronaldo, sem participar tanto do jogo quanto está acostumado, passou a ter mais espaços.

Já com a classificação definida, o Real Madrid ampliou o placar para 3 a 1. Álvaro Morata, que entrou no segundo tempo no lugar de Benzema, completou para o gol depois de rebote do goleiro Reina em chute do Cristiano Ronaldo.

O Napoli repete o roteiro e fica na primeira eliminatória. Nas outras duas vezes que chegou a esta fase, os italianos também caíram. Em 1990/91 foram eliminados pelo Spartak Moscou; em 2011/12 caíram diante do Chelsea. Já o Real Madrid segue na disputa, sonhando com a 12ª taça e com um feito inédito: ser bicampeão na Champions League, algo que, desde que a competição ganhou este nome em 1992, nunca aconteceu.

Os gols:

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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