Relembre o jogador: Overath

Nem tão reconhecido quanto a Sepp Maier, Franz Beckenbauer e Gerd Muller, Overath foi tão importante quanto eles. Um dos principais jogadores da história do futebol alemão e da seleção alemã, ele disputou três Copas do Mundo (1966,70 e 74). Jogou 19 partidas – todos os jogos nas três Copas – e marcou apenas dois gols.

Wolfgang Overath atuava no meio campo. Batia com a perna esquerda. Era habilidoso. Tinha visão de jogo. Bom domínio e muita lucidez no meio. Foi um dos principais jogadores da história do Colônia, clube onde iniciou sua carreira. Única equipe em que jogou. Mais de uma década. Da temporada 1963/64 até 76/77. Atualmente exerce a presidência do Colônia ou, Koln para os alemães.

Cresceu numa família humilde, como o mais jovem de oito irmãos. Fez do futebol seu ganha pão e mostrou ao mundo, principalmente em 1974, quando foram campeões em cima de uma das principais seleções da história do futebol. A Holanda de Cruyff.

Copas

Wolf disputou três Copas do Mundo. Em todas, o técnico era Helmut Schon e em todas, a camisa 12 era destinado a ele. Estreou na seleção em 1963 e logo em 66 disputou sua primeira Copa, na Inglaterra. Com apenas 23 anos, Overath começou jogando todas as partidas daquela Copa. Na marcou nenhum gol. Ganhou experiência para o Mundial posterior, em 70 no México. Esteve presente na semifinal contra a Itália, um dos melhores jogos de todas as Copas. Perderam por 4 a 3. Disputaram a decisão do terceiro lugar contra a seleção do Uruguai que perdera para o Brasil na outra semifinal. A celeste olímpica tinha no gol Mazurkiewicz, mas não foi páreo para a Alemanha. 1 a 0. Gol de quem? Ele mesmo, Overath aos 26 minutos do primeiro tempo. Gol que rendeu aos europeus o terceiro lugar na competição.

Duas Copas disputadas, dias vezes no pódio. Ainda faltava o topo. Um vice-campeonato e um terceiro lugar. Seria em 74, em casa, a redenção? Junto com Overath, Beckenbauer e o zagueiro Hottges, do Werder Bremen, haviam disputado os dois mundiais passados. Wolfgang Overath e Gunter Netzer, disputavam a posição no meio de campo. A situação de Wolf no momento antes da Copa não era muito boa. Ele já estava com mais de trinta anos e seu ano não tinha sido lá essas coisas. Netzer, jogador do Real Madrid, estava cotado para assumir a titularidade depois de uma boa campanha na Eurocopa de 72, quando a Alemanha venceu a competição. No final das contas, o treinador alemão, optou por Overath. Começou jogando todos os jogos e apenas no segundo jogo, contra a Alemanha Oriental, Netzer entrou em seu lugar, no decorrer da partida. Na partida de estréia, contra o Chile, Overath também saiu, mas quem entrou foi o atacante Holzenbein. Seu segundo gol marcado em Copas, foi na partida contra a Suécia, na fase de grupos. Na vitória por 4 a 2. Os outros gols foram marcados por Bonhof, Grabowski e Hoeness. Edstrom e Sandberg descontaram. Na final, a Alemanha enfrentou o carrossel holandês, regido por Cruyff, Neeskens e Rensenbrink. Depois de nadar e morrer na praia duas vezes, a situação mudou e a equipe de Rinus Michels não agüentou a tradicional Alemanha e a Nationalelf surpreendeu o Mundo com o título conquistado. Não chegou a ser uma zebra, mas surpreendente devido ao brilhante futebol apresentado pela laranja mecânica.

Overath no Santos?

Não é bem isso que vocês devem estar pensando. Overath não jogou no time do rei Pelé. O original não, mas o homônimo dele sim. Nas categorias de base do Santos há um jogador chamado Overath. Ele é filho de um ex-jogador e treinador, Joaquim Farinas, brasileiro que se radicalizou na Venezuela. O jogador disputou a Copa São Paulo de Juniores. Nasceu em 9/11/1989 foi batizado com o nome de Overath Breitner Silva Medina. Dois jogadores alemães campeões em 1974. “É um nome diferente. Meu pai queria assim. Eu me acostumei e gosto do nome”. Afirmou o garoto que tem contrato profissional até 2008 e multa rescisória com boa quantia. O garoto não é o único filho do ex-jogador. Ele tem outro e sabe como chama? Roberto Prosinecki da Silva.

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Equipe Trivela

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