Rafinha: “Será um dia histórico para todos nós”

Reserva do Bayern na semifinal, Rafinha viu do banco os pênaltis que definiram a classificação contra o Real Madrid e tem agora uma possibilidade que muitos grandes jogadores não tiveram em suas carreiras: disputar como titular uma final de Liga dos Campeões. Em função dos desfalques de David Alaba, Holger Badstuber e Luiz Gustavo, o brasileiro é cogitado para figurar no onze inicial e se mostra bastante ansioso para que o momento da partida chegue logo.
Em entrevista à Trivela, o lateral fala sobre as expectativas para a decisão, a possibilidade de atuar do lado esquerdo, a qualidade do Chelsea, o desempenho dele na temporada e a relação de Manuel Neuer com a torcida, entre outros assuntos. Confira:
Como está o clima em Munique para a decisão?
A cidade inteira fala disso desde que nos classificamos para a final, e todo mundo não vê a hora do jogo começar. A ansiedade é grande, mas temos que estar concentrados para buscar a vitória. Será um dia histórico para todos nós.
Antes mesmo do Bayern Munique vencer o Real Madrid na semifinal, Franz Beckenbauer afirmou que vocês seriam favoritos se chegassem na decisão em casa. Como o time lida com essa pressão?
O Beckenbauer foi campeão em todos os sentidos por aqui e certamente sabe o que está falando. Jogando em casa, temos a obrigação de buscar a vitória, mas não há favorito no duelo. É 50% a 50%, e o jogo será decidido nos detalhes.
O que você espera do Chelsea na decisão?
O Chelsea é um grande time, que conquistou no campo o direito de estar na final da Liga dos Campeões e tem muitos jogadores experientes que fazem a diferença. Será uma disputa muito equilibrada e temos que tomar muito cuidado para não sermos surpreendidos.
Como você avalia sua primeira temporada pelo Bayern Munique?
O saldo foi positivo. O primeiro ano em um clube grande como o Bayern Munique é sempre difícil, mas fiz mais de 30 jogos como titular e creio que tive um bom desempenho na maioria deles, o que é importante. Estou satisfeito com o meu rendimento.
O Bayern Munique fez um grande primeiro turno na Bundesliga, mas caiu no início do segundo turno e isso custou o título no fim. A reação começou no jogo contra o Hoffenheim, e na goleada contra o Basel, pelas oitavas de final. Como você avalia aquele jogo?
Realmente, ali foi o jogo em que nos recuperamos. Tivemos alguns problemas de lesões no início do segundo turno, mas a partir dali engatamos uma boa sequência de vitórias e conseguimos chegar à final.
Você já chegou a declarar que prefere a atuar na lateral direita. Com a ausência de David Alaba na final e o bom momento vivido por Philipp Lahm na direita, você toparia jogar na esquerda?
Não sei como o Heynckes vai montar o time, aqui no Bayern só sabemos da escalação no dia do jogo, embora os treinamentos da semana indiquem as opções possíveis. Já atuei na lateral esquerda em algumas oportunidades, mas creio que, se ele optar por mim, irei para a direita. Ainda está tudo indefinido.
A chegada de Manuel Neuer no Bayern Munique foi um pouco conturbada, com parte da torcida rejeitando-o por causa de declarações dadas no passado quando ele atuava no Schalke. Após a semifinal da Liga dos Campeões, como está essa relação?
A chegada dele realmente foi um pouco difícil. Sou amigo do Neuer, jogamos juntos no Schalke por quatro anos e sempre confiei no potencial dele. A torcida não o queria, mas ele fez vários bons jogos e levou o time à final da Liga dos Campeões e da Copa da Alemanha em duas decisões por pênaltis. Ainda falhou em algumas partidas, mas no geral foi muito bem e confirmou que é um grande goleiro.



