Queridinho

Alex Silva é um queridinho. Da torcida de seu time, sem dúvida. E de parcela da mídia esportiva. E eu queria entender por que. Queria mesmo. Já ouvi de jornalista são-paulino a quem respeito e por quem tenho apreço que Alex poderia ser o substituto de Rogério Ceni no posto de líder da equipe. Achei que ele tinha bebido, mas ele repetiu em outra ocasião.

Alex Silva é, para começar, um zagueiro meia-boca. Bom no alto, lento em demasia, nunca está onde deveria estar, e demora para chegar lá. Assim como André Dias, sempre teve um Miranda ou um Lugano – além, claro, de um Rogério Ceni – para limpar sua barra. Como “líder”, o que me lembro de Alex é o que houve ontem, em variados graus de braveza: um cara meio apatetado gritando com adversários e tentando constranger o juiz.

Tenho profundo ódio por jogadores como Adriano, que, depois de ser empurrado por Alex, pulou no chão como se tivesse levado um tiro. A falta de caráter de um, entretanto, não justifica a falta de inteligência do outro, que evidentemente seria expulso por empurrar um jogador adversário que estava levantando – sendo que o juiz nem ao menos deu a falta!

É um jogador meia-boca, e um exemplo ruim. E a torcida o adora. Nada de estranho vindo de uma torcida que idolatra Dagoberto. O problema não é a torcida idolatrar. É a mídia embarcar. No caso de Alex Silva, embarca, e com gosto.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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