Porque ser vascaíno é ser diferente

Um torcedor, seja do time que for, tem todos motivos de considerar seu time especial. Nós, vascaínos, temos os nossos. E são muitos.

Por que o vascaíno é diferente dos outros?

Porque nós temos a história mais linda que alguém poderia escrever. Nascemos pobres, pequenos, sem expressão. Crescemos rápido demais, nos tornamos grandes. Com muita luta, união, respeito e, acima de tudo, contra todos os preconceitos viramos o Gigante da Colina.

Todo vascaíno de verdade, seja ele da zona Sul, da zona Norte, descendente de portugueses, de coreanos, de onde for, sabe que temos um estádio que surgiu do nada em exatos e incríveis 10 meses, tempo recorde na história das grandes obras brasileiras.

Como? Pois é, se você não é vascaíno, não adianta, não vai mesmo entender.

Primeiro houve a necessidade, porque uma certa elite, depois de ser desbancada em campo, impôs que nossos jogadores não podiam jogar, pois não eram brancos e nem tinham dinheiro. O que sobrava era talento. Vencida essa barreira, rompemos outra. Por isso o estádio. E foi assim, de doação em doação, sejam elas vindo de comerciantes portugueses ou de humildes torcedores do clube mais popular do Brasil – não confunda com populista, foi rigorosamente assim que nasceu São Januário. O maior do país durante anos. É evidente que está velho, que precisa de reformas, mas só o vascaíno sabe a sensação de pôr os pés ali dentro. Só o vascaíno pode entrar no estádio e olhar a capelinha de Nossa Senhora das Vitórias. E não importa a religião que siga, nos reconhecemos lá dentro. Estamos em casa.

O vascaíno é diferente dos outros também porque ele tem orgulho de prezar a origem lusitana, a cultura portuguesa, aquela mesma que muitos brasileiros desprezam e até mesmo debocham. O vascaíno é diferente também porque ele prefere cantar o “Casaca” a qualquer outro canto. Depois, ainda encontramos forças para cantar o hino, encher o peito e gritar que nossa imensa torcida é bem feliz, como diz a letra.

Somos diferentes porque somos orgulhosos e humildes, sempre desconfiados, às vezes pessimistas demais, mas agora precisamos lembrar da nossa fundação, precisamos olhar para trás e lembrarmos da união que fez do Vasco o que é. O vascaíno hoje está renovando seu amor, renovando sua paixão pela cruz de malta e os novos tempos, sofridos, dolorosos, não são muito diferentes do que já passamos.

Há esperanças, não interessam as contas de matemáticos, a opinião dos “especialistas”. Confiamos no ídolo que amamos e dirige o clube, confiamos no outro ídolo que amamos e luta em campo. Nós vascaínos vamos continuar lutando, até o apito final do último jogo. E, quando isso tudo acabar, não vamos nos importar com a “divisão”, porque essa palavra não existe no dicionário vascaíno. Conhecemos a união! A união Brasil-Portugal, que nos fez, nos faz e nos fará ainda mais vascaínos, ainda maiores.

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