Por água abaixo

 A Inglaterra chegou à Copa do Mundo com a justa expectativa de ser uma seleção que poderia (e ainda pode, apesar dos pesares) fazer uma boa campanha na Copa. No entanto, a posição de goleiro sempre foi o grande calcanhar de Aquiles do English Team. Mas esse temor foi esquecido com o bom começo do time de Fabio Capello no Royal Bafokeng. O gol precoce de Steven Gerrard deu a esperança de uma vitória fácil, daquelas que justificam todos os elogios, sobre os Estados Unidos. E o que se via era um time determinado em campo, que diminuía o espaço dos norte-americanos em campo e atacava.

Tudo isso foi por água abaixo aos 40 minutos, quando Clint Dempsey decidiu arriscar um chute. O arremate saiu fraco. Tão fraco como a tentativa ridícula de Robert Green em defender a bola, que escorregou e saiu mansa para as redes, dando o empate aos norte-americanos. Um frango tão clássico como lamentável. E que faz pensar qual a solução que Capello pode dar ao posto de guarda-metas inglês – já que, não custa lembrar, o reserva é David “Calamity” James.

E o gol teve seu impacto sobre os ingleses. Não que o time tenha ficado amedrontado: afinal de contas, até criou algumas chances de gol. Porém, os personagens principais do time inglês – Rooney, Lampard, Gerrard – mantiveram uma espécie de letargia, nunca tendo lampejos esperados de criatividade. Os Estados Unidos, por sua vez, ganharam motivação. E, carregados pelas boas atuações de Donovan e Altidore, criaram chances até para vencer.

O jogo em Rustenburg terminou com três certezas: a Inglaterra precisa recuperar a determinação com que iniciou o jogo, se quiser corresponder às expectativas postas sobre ela. Os Estados Unidos têm um time digno, que pode fazer papel honroso. E a Inglaterra não tem goleiro. Descobri a América, né?

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Equipe Trivela

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