Pesquisa de Rosenberg mostra rejeição da Fiel a Kaká. Mas ele não desiste

Em 2007, quando assumiram o Corinthians, Andrés Sanchez e Luis Paulo Rosenberg receberam alguns dirigentes do Barcelona, clube que havia sofrido grave crise econômica na década anterior. Eles ensinaram que um clube com a grandeza do Corinthians, não poderia pensar apenas em pagar dívidas. Teria de ganhar títulos e ter grandes jogadores, como forma de conseguir dividendos, exposição e glória.

Além dessa tática, Rosenberg fez um trabalho de marketing muito bom. Não teve vergonha de imitar o São Paulo – ele mesmo disse isso – que era exemplo nesse aspecto. E escolheu o São Paulo como grande inimigo, praticamente desprezando o Palmeiras. O São Paulo adorou isso, pois seus dirigentes consideraram que ser escolhido como inimigo era bom em termos de crescimento de exposição e de torcida.

E como juntar as coisas?

Como conseguir um craque e ao mesmo tempo impor uma derrota ao rival?

Fácil. Repatriando alguém que tivesse história no São Paulo.

Foi feita uma tentativa com Luís Fabiano. A oferta foi rejeitada. Meses depois, Luís Fabiano voltou ao São Paulo. O Sevilla aceitou, do São Paulo, o mesmo valor que havia recusado do Corinthians.

O São Paulo disse que isso só foi possível porque Luís Fabiano é são-paulino e aceitou abrir mão de um bom dinheiro. Começou então, não se sabe de onde – a partir de contusões sofridas – a, a tese de que o artilheiro estava bichado.

Para enfrentar Luís Fabiano, o Corinthians buscou Adriano, que sofreu uma contusão e não se cuidou como devia. Colaborou com apenas um gol para a conquista do título.

Além de Luís Fabiano, Rosenberg sonhou e ainda sonha com Kaká. Sua contratação seria como colocar uma estaca no coração do vampiro. Seria um “chapéu” histórico no São Paulo. Gente de dentro do marketing do Corinthians confirmou que foi feita uma pesquisa entre torcedores para saber como viam Kaká. Pesquisa, não. Foi uma enquete, não oficial, principalmente em foruns de redes sociais, como o Orkut.

A rejeição foi grande. Kaká é muito identificado com o São Paulo e, para os torcedores fiéis, não temo perfil do Corínthians. Não “é nóis”. Não é Tevez.

Mesmo assim, se houver chance, o Corinthians trará Kaká. Porque é um grande jogador. Porque sua vinda atende aos ensinamentos do Barcelona. E por afrontar o São Paulo.

Se vier, será um golaço. Se não vier, apenas uma bola fora a mais, um balão de ensaio como foram Seedorf e Tevez.

 

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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