Panorama Mundial sub-17

Após o fim da primeira fase do Mundial sub-17, que teve seu último jogo nesta segunda-feira, já é possível traçar um esboço do que foi a competição até o momento. E os principais times até agora são México e Alemanha, únicos a ter 100% de aproveitamento no torneio.
Os mexicanos derrotaram Coreia do Norte, Congo e Holanda, nesta ordem, e apresentam ao mundo o bom centroavante Carlos Fierro, do Chivas Guadalajara, autor de dois gols na competição. Na Alemanha, quem comanda as ações do time é Emre Can, meia do Bayern Munique que defende e ataca bem, distribuindo o jogo com eficiência. Outro que se destaca é o centroavante Samed Yesil, do Bayer Leverkusen.
O Brasil ficou com a primeira posição do Grupo F, com sete pontos, e teve a terceira melhor campanha da primeira fase, superando Inglaterra e Japão no saldo de gols. O meia flamenguista Adryan, autor de gols decisivos contra Austrália e Costa do Marfim, e o atacante Ademilson, do São Paulo, são os destaques ofensivos da equipe, que apresenta bons valores individuais, mas poucos (para não dizer nenhum) jogadores de exceção.
Entre as outras seleções, o destaque absoluto é o atacante Souleymane Coulibaly, autor de todos os oito gols marcados pela Costa do Marfim. Em função do conflito armado no país, ele imigrou para a Itália, onde vive desde 2009 e defende o Siena, mas o desempenho nesse Mundial já fez com que fosse especulado no Real Madrid.
Apesar do melhor futebol de Alemanha e México, o futuro da competição se mostrou mais generoso com a Seleção Brasileira, que enfrenta o Equador nas oitavas de final e, se passar, encara o vencedor do duelo entre Japão e Nova Zelândia. Os mexicanos, por sua vez, pegam o Panamá nas oitavas, mas se passarem, jogam contra França ou Costa do Marfim.
Os alemães têm um caminho ainda mais complicado: enfrentam os Estados Unidos, e, se passarem, pegam o vencedor do duelo entre Inglaterra e Argentina, esta última terceira colocada do Grupo B e com desempenho sofrível em campo até aqui. A grande decepção do torneio, no entanto, foi a Holanda, campeã europeia, eliminada na primeira fase em um grupo com Congo e Coreia do Norte.



