Palmeiras aposta em Luis Ricardo

O Palmeiras sonha em contar com o lateral Luis Ricardo a partir do proximo ano. O jogador, que tem contrato até fevereiro de 2014 é um dos destaques da Portuguesa, líder da Série B do Brasileiro. “Ele é um dos melhores da posição, tanto marcando como apoiando e é pena que não olhem para a Série B na hora de uma convocação. Tem poucos como ele no Brasil”, disse o técnico Jorginho, da Lusa, após a vitória por 3 a 0 sobre o Goiás.

Jorginho tem muito a ver com a ascensão do jogador. Ele começou a temporada como meia e foi deslocado para a lateral quando Edno chegou ao Canindé no início do Brasileiro. Ficou com o lugar de Marcos Pimentel, que não gostou da barração e se transferiu para o Barueri. Luis Ricardo já havia jogado como ala, no Avaí, treinado por Silas, em 2009, mas o time jogava com três zagueiros. Na Lusa, Jorginho o convenceu a trocar de posição mesmo sem tanta proteção atrás, já que o time joga com dois zagueiros de área, Mateus e Rogério.

Com um meia na lateral, a Portuguesa sempre tem uma saída de bola qualificada pela direita. É algo a se colocar no currículo de Jorginho, um treinador que sempre busca – e até surpreende – com soluções ofensivas. Contra o Goiás, por exemplo, ele perdeu o meia Marco Antonio, com amidalite, uma hora antes do jogo. Optou então por jogar com um atacante a mais e escalou Cleiton. O jogo estava 0 a 0 e ele perdeu Ferdinando, seu volante de mais pegada. Não teve dúvida. Escalou Ivo, um meia.

Contra o Náutico, já havia surpreendido. O time estava com nove jogadores, devido às expulsões de Ferdinando e Marcelo Cordeiro, no finalzinho do primeiro tempo. Jorginho montou o time com duas linhas de quatro à frente de seu goleiro. Com 15 minutos, tirou Marco Antonio, jogador de toque, e colocou Henrique, mais veloz. Passou a ter dois jogadores – Henrique e Edno – para puxar o contra-ataque. Deu certo algumas vezes. E, em outras, os dois conseguiram segurar a bola no ataque, garantindo o empate sem encher o campo com zagueiros, o que traria o adversário ainda mais para a sua área.

Jorginho na Lusa e Jorginho no Figueirense são novidades na cena futebolística. Os clubes são reféns de uma série de treinadores que se revezam de um lado para outro sem acrescentar nada de novo. Nada de ousadia. Por que não apostar em treinadores como Zico ou em novidades como Evair e Casagrande? Fariam pior do que os atuais?

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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