Palermo: Em busca do equilíbrio

por Henrique Moretti

Passadas cinco rodadas do Campeonato Italiano, o Palermo faz uma boa campanha. Tem 10 pontos e está no quinto lugar, empatado em pontuação com terceiro e quarto colocados, Juventus e Napoli. Na rodada do meio de semana, conquistou um grande resultado.

O 2 a 1 diante do Milan não só significou a primeira vitória da temporada no Renzo Barbera, mas também o gostinho especial de bater um grande time e, mais, ter a oportunidade de encaixar um bom histórico recente diante dos rossoneri – já havia conquistado uma vitória e um empate na última Serie A.

Antes, no domingo, a equipe de Stefano Colantuono bateu o Cagliari, mantendo o 100% de aproveitamento quando joga longe da Sicília: são três vitórias, uma na Copa da Uefa, diante do Mlada Boleslav. O placar obtido na Sardenha também foi importante por tirar a pedra Cagliari do sapato palermitano, já que o time que à época tinha David Suazo venceu os dois confrontos do Calcio 2006/07.

Voltando ao jogo contra o Milan, é verdade que o Palermo não passou de uma atuação média. Foi pressionado na maior parte da peleja, especialmente no primeiro tempo. Aliás, os primeiros minutos lembraram os da derrota diante da Roma, na primeira rodada, parecendo que o gol do adversário seria questão de tempo. E foi, com Seedorf, aos 10 minutos. A partir daí, foram vistas boas defesas de Fontana, em tentativas de Kaká, e duas bolas na trave, com Pirlo e Seedorf.

Entretanto, os sicilianos cresceram na partida após a volta do intervalo, quando as substituições de Colantuono mudaram o esquema de jogo – que ainda não foi definido. Este ainda é um dos problemas da equipe, já que o treinador implantou, até aqui, cinco escalações diferentes em seis jogos disputados (dois onze jogadores que alinharam na última quarta-feira, apenas seis foram titulares contra a Roma). Ganhador do prêmio “Il Torrazzo”, de técnico revelação das Series A e B da temporada passada, Colantuono iniciou a temporada com um 4-2-2-2, com dois volantes e dois externos; depois, resolveu improvisar o atacante Cavani como um desses wingers, pela direita; atualmente, desde a vitória sobre o Cagliari, a equipe joga num 4-3-1-2, com três volantes e apenas Bresciano como homem de ligação, função que não é o seu forte.

Aos 16 minutos do segundo tempo, quando o encontro contra o Milan começou a mudar, Cavani entrou no lugar de Caserta para jogar na externa esquerda, com Bosko Jankovic, substituto de Bresciano, fazendo essa mesma função do outro lado. A partir da velocidade do jovem uruguaio, os rosaneri subiram de produção e passaram a incomodar Kalac – o suficiente para sair os gols de Diana, com uma “mãozinha” de Amauri, e Miccoli, com uma “mãozinha” do goleiro australiano.

Mas nem todos as indecisões do Palermo estão na escolha tática. Outra dor de cabeça para o torcedor continua sendo a lateral-esquerda, em que Cassani, destro, jogou improvisado diante do Milan. Pior, acabou errando muitos passes, além de subir muito ao ataque, o que não combina com sua função de terzino (que tem como prioridade a defesa).

Assim, buscando ainda um equilíbrio ideal, o Palermo pode assustar novamente no Calcio atual, tendo como trunfo a vantagem de já ter enfrentado dois candidatos ao título. O próximo adversário é o Empoli, na Toscana.

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Equipe Trivela

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