Os robôs de Mano

Jogo vem, jogo vai, e lá estão eles em campo. Sim, eles, os “Robôs” de Mano Menezes, os protagonistas de uma seleção estática e que não dá sinais de evolução já há algum tempo. E isso nem o gol contra nos últimos minutos, em jogada de Hulk, foi capaz de ocultar.
Mano Menezes é admirador confesso do futebol alemão, e já afirmou que pretende montar uma seleção brasileira tão vertical e dinâmica quanto o Nationalelf. Por enquanto, seus comandados repetem apenas o que há de pior no Bayern Munique de Heynckes na maior parte do jogo. Um time estático, sem movimentação durante boa parte dos 90 minutos.
Ronaldinho, como não poderia deixar de ser, comandou a pasmaceira. Inexplicável desde o início, ficou parado em campo até ser substituído. Neymar e Leandro Damião até tentaram algo e Marcelo fez boa partida, assim como Fernandinho. Individualmente. Há poucas trocas de posição, movimentos em diagonal ou triangulações. Todos são muito disciplinados, não saem de seus lugares. Não surpreendem a defesa adversária.
As coisas melhoraram um pouco quando Hulk, Lucas e Elias entraram. Com qualidade de passe e movimentação, conseguiram criar algumas jogadas. Lucas quase fez um golaço e Hulk criou o lance do gol contra. Mas, mesmo que os bósnios não sejam a galinha morta que o raciocínio do “se eu não conheço não presta” pode levar a crer, a má atuação não foi ocultada, assim como a insegurança de David Luiz e Júlio César.



