O peixe e os holofotes

O ego prevaleceu. O menino promessa, das firulas, pedaladas e talento inquestionável… o peixinho voltou ao lar. Aos 26 anos e uma promissora carreira no retrovisor, Robinho trocou os pés pelas mãos e, sem brilho, volta ao Brasil como alvo de inumeráveis críticas.

Não é pra menos. Saiu daqui gabando-se de seu contrato com o gigante Real Madrid. Firulou mais uma vez e mostrou uma imaturidade já não plausível para um jogador profissional. Nunca aceitou bem o banco, e sempre demonstrou uma inquestionável insatisfação ao ter que engolir opções táticas dos treinadores no estrangeiro.

Depois de uma transferência recorde de € 40 milhões para o Manchester City, chegou mais uma vez ao seu estilo na Inglaterra: como a estrela. Todos os queridos holofotes para si, mais uma vez como a promessa de trazer a “alegria” do futebol brasileiro na frieza tática dos britânicos.

Mas, parece que a neve inglesa “esfriou” Robinho. Em uma palavra: flop. Estagnou. Deixou a desejar.

Ter fechado com o Santos, depois de mais uma interminável novela, amplamente discutida, era a saída esperada para retomar sua carreira. Por fim, o negócio saiu bom para todos os lados: Roberto Mancini se livra de uma cara feia no seu banco; o Santos só tem a comemorar a cara, mas útil repatriação, e o próprio jogador pode, enfim, voltar a sorrir. Ele poderá ser o “craque”, o principal do time outra vez.

Aqui no Brasil vai brilhar no Campeonato Paulista, vai trazer bons frutos para a Vila no Brasileiro, e, claro, vai ter mais certezas sobre seu “merecimento” de uma vaguinha no time de Dunga.

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Equipe Trivela

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