O mundo não é mais verde amarelo

por Leandro Carneiro*

O futebol brasileiro conquista o mundo? Será? Não somos mais nem os atuais campeões mundiais, em categoria alguma. Pode ser culpa de Nelsons Rodrigues, de Carlos Parreiras, de qualquer outro técnico, mas e os jogadores?

Quem é o melhor atleta do Barcelona? Pensando e analisando muito as duas últimas temporadas chegaremos a conclusão que a resposta é Lionel Messi. No Real Madrid, tem um tal de Robinho, que muitos vão falar que ele pedala e dá show de vez em quando, mas ele está mal na equipe Merengue. E não se pode mais culpar o Fabio Capello.

Chega de Espanha, às vezes a culpa é do país. Na Inglaterra, não tem porque analisarmos, afinal do Manchester brasileiros estão longe, no Chelsea os canarinhos são Belleti e Alex, ou seja, não tem muito que falar. O Arsenal tem o craque Gilberto Silva, ou seria Denílson, enfim o Fabregas abafa qualquer rumor. O dono de Liverpool se chama Gerrard.

Na Itália, o rei de Roma é Totti. Mas em Milão achamos o príncipe que se destaca. Kaká, atualmente, o único brasileiro em alta no centro europeu. E que não venham com Donis, Julios César, Reginaldos e Amauris, tão longe de ser destaque.

Na Alemanha, o Werder não é mais o mesmo sem Klose e chegamos à conclusão que não era bem Diego que fazia a equipe ir tão bem. O destaque por lá vem do Bayern de Munique, pode ser o italiano Luca Toni que começou bem ou o francês Ribery que tem mostrado o verdadeiro futebol arte e leva até agora sua equipe a liderança.

Em Portugal, o tupiniquim em alta é o treinador Sebastião Lazaroni, que mantém o Marítimo em segundo colocado da liga portuguesa. Atrás somente do Porto e a frente de grandes equipes como Benfica e Sporting. Nada comparado com os destaques da competição, como o veterano Rui Costa e o argentino Lisandro Lopez.

Na Turquia se vê uma luz no fim do túnel. O time mais brasileiro da Champions League vai bem de brasileiro. Alex dando show, Deivid marcando gol, Zico organizando a tática, Edu Dracena marcando ao lado do “brasiguaio” Lugano. Esse é o Fenerbahçe que ainda faz o Brasil sentir orgulho, mas o único que chega na Seleção é o Edu, somente quando os outros não atuam.

Vamos analisar a maior vencedora seleção do mundo. O ataque é Vagner Love e Afonso Alves, falem o que quiser, mas se Afonso fosse tão bom ele teria ido para uma equipe grande. Vagner vai bem na Rússia, mas até Jô supera o atleta às vezes.

Afinal, somos o que mais revela e porque os craques não aparecem mais? Onde estão indo parar as estrelas que saem todos os anos daqui? Será que são craques? Ou nossa carência faz nos sermos cegos e ver brilho em quem não brilha.

* Leitor da Trivela

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