Nery Castillo: o nome da Copa América
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Foi uma Copa América que teve em vários jogos nomes interessantes: Robinho, Riquelme, Santa Cruz, Messi, Tévez, Forlán, Suazo. Todos estes com muita ou alguma fama no cenário internacional. Mas, dentre estes, um outro nome se destacou muito.
Nery Castillo teve na competição seu grande momento na Seleção Mexicana. Com quatro gols na competição. Ajudou a levar “La Tri” para o terceiro lugar. Mas ele já há algum tempo desponta no cenário do futebol grego, defendendo o Olympiacos. E olha que ele quase defendeu a Grécia….
Mexicano, pero no mucho
Castillo nasceu em San Luis Potosi, de pais uruguaios e mãe com ascendência italiana e cresceu no Uruguai. Talvez, por isso, sua estréia no futebol não tenha sido em campos mexicanos, mas sim pelo modesto Danúbio, do Uruguai, aonde permaneceu por uma temporada.
Durante um torneio realizado no Brasil, o jovem meia-atacante despertou as atenções de clubes europeus. Inclusive chegou a estar perto de ir para o Manchester United, mas a permissão de trabalho para estrangeiros foi-lhe recusada. Mas o sonho da Europa não lhe fora negada, pois o Olympiacos apareceu para levar o jogador à Grécia.
Um jovem ídolo em Piréus
Graças a suas habilidade e a sua desenvoltura ofensiva, não demorou muito para que Castillo se firmasse no time titular do Olympiacos, especialmente em jogos da Liga dos Campeões da UEFA. Mas ele enfrentaria depois um período problemático, em que até enfrentou uma fracassada negociação com a Juventus. Com a chegada de Rivaldo e enfrentando problemas com o time, o jovem acabou indo para o banco.
Com o tempo, Castillo começou a ganhar confiança e retomou sua posição no alvirrubro de Piréus. Tanto que os gregos recusaram cedê-lo ao Chivas Guadalajara. Na última temporada, o jogador voltou de vez ao posto de titular do clube, se tornando um dos principais artilheiros, especialmente na Liga dos Campeões, aonde marcou três gols em seis partidas.
Isso pode dizer que ele seja o substituto nato de Rivaldo, que foi para o rival AEK. Mas o jogador teria aceitado uma proposta do Valencia para se transferir para o clube espanhol, proposta negada pelo jogador. O Manchester City também seria interessado em quer levar o mexicano para a Premier League. Em tempo: Castillo renovou por mais quatro temporadas com o Olympiacos.
México, Grécia ou Uruguai?
Um mexicano de pais uruguaios, que cresceu no Uruguai e que joga há tempo no futebol grego. A mistura dos tempos de globalização no futebol seria um tanto quanto interessante se isso não esbarrasse em um tópico importante: em que seleção ele jogaria?
Quando jovem, ele chegou a participar de treinos na Seleção Uruguaia Sub-17 para um Campeonato Sul-Americano, mas acabou cortado. O técnico a época da Celeste, Juan Ramón Carrasco, se interessou pelo jogador e quis que ele fosse convocado para defender as cores uruguaias. Mas a Federação Mexicana descobriu a origem de Castillo e tentou fazê-lo decidir por sua seleção. Mas ele preferiu deixar para depois, dizendo-se que “não poderia decidir sobre isso no momento”. Porém, um ano depois disso, seu pai deu uma entrevista e disse que seu filho queria jogar na seleção mexicana, com direito a foto do filhão com a camisa. Porém, foram os mexicanos que não o queriam agora.
Mas entrou um novo personagem na história: tendo já ultrapassado o período mínimo necessário para que um atleta estrangeiro tente a nacionalidade grega (se quiser saber, são sete anos), Nery Castillo passou a despertar o interesse do treinador da Grécia, Otto Rehhagel. Notícias de que ele teria preferido jogar pelo “Navio Pirata” circularam pela imprensa, mas foram desmentidas. Porém, no final das contas, em novembro de 2006, Nery Castillo preferiu “La Tri”.
Na Copa América
A estréia de Castillo na seleção mexicana foi em um amistoso diante do Irã, jogando justamente na cidade natal do jogador. E isso talvez o fez brilhar em campo, sendo bem recebido pela torcida na goleada de 4 a 0 sobre o Team Melli. Sua primeira competição oficial foi a Copa Ouro, onde deixou sua marca no gol da vitória mexicana na semifinal da competição, contra Cuba.
Mas logo iria direto para os holofotes, na Copa América. Na estréia, contra o Brasil, marcou o primeiro da vitória de 2 a 0 (aquele em que ele dá um chapéu no defensor brasileiro e não deu chance para Doni defender). Ainda foram mais três gols, um contra o Equador e dois contra o Paraguai. Sendo assim, foi o melhor goleador do time terceiro lugar da Copa América.
Um mentor brasileiro
Nery Castillo também tem seus ídolos. Um deles, inclusive, jogou com ele no Olympiacos. É Giovanni, ídolo de praticamente todo torcedor santista. O mexicano diz abertamente que o meia é seu melhor amigo e mentor. E que a sua relação de amizade o ajudou muito a melhorar seu jogo e seu comportamento.
A torcida mexicana agradece se o “Messias da Vila” ainda influenciar por muito tempo o futebol do jogador.