Mundial 2007 – Waitakere United

Como chegou

O Waitakere United, além de ser o caçula do Mundial – foi fundado em 2004 –, pode-se dizer que também é o mais sortudo – pelo menos por enquanto. O time da Nova Zelândia foi campeão da Liga dos Campeões da Oceania graças à desistência do Port Vila, de Vanuatu, do torneio. A vaga caiu no colo e, com isso, o time jogou o torneio sem pressão. Terminou a 1ª fase em primeiro lugar, deixando o rival Auckland City de fora, e faturou o título ao bater o Ba FC, de Fiji, com um gol marcado fora de casa.

Time-base

Simon Eaddy; Darren Bazeley, Jonathan Perry, Danny Hay e Neil Sykes; Jason Hayne, Christopher Bale, Paul Seaman e Allan Pearce; Benjamin Totori e Commins Menapi (Daniel Koprivcic).

Craque do time

É sempre discutível afirmar que um zagueiro é o craque do time, mas no caso do Waitakere e de Danny Hay isso é cabível. O capitão, e líder da zaga neozelandesa, já vestiu a camisa da seleção nacional 34 vezes e tem a experiência de ter jogado na Premier League pelo Leeds United, na época em que o time chegou às semifinais da Uefa Champions League. Além de arrumar atrás, é uma arma no cabeceio.

A pulga atrás da orelha

Também com experiência no futebol inglês, o experiente Neil Emblen, conhecido na Nova Zelândia como “utility”, uma espécie de curinga para o time, se lesionou no último jogo pela O-League e, apesar de ter viajado com o elenco para o Japão, ainda é dúvida. Com 36 anos – é o mais velho da equipe – e, ultimamente reserva, Emblen pode chegar ao Mundial para ser uma peça fundamental ao time e nem entrar em campo.

Ponto-forte

A arma do time será a velocidade e faro de gol da dupla de ataque: Totori e Menapi – que serão municiados por Allan Pearce. Companheiros na seleção das Ilhas Salomão, os dois não têm o jeitão do futebol britânico, pelo contrário, fazem lembrar o futebol africano e brasileiro. Totori chegou ao Waitakere com o título de Chuteira de Ouro do continente na temporada passada. Outro ponto-forte será a experiência de cinco jogadores que disputaram o Mundial de Clubes do ano passado pelo rival Auckland City: Neil Sykes, Paul Seaman, Jonathan Perry, Richard Gillespie e Jason Hayne.

Calcanhar de Aquiles

O capitão Danny Hay pode ter ido um pouco longe ao dizer que o Waitakere é um time cheio de encanadores, eletricistas e professores, enfim, jogadores amadores, mas nada que fuja da realidade. Apesar de contar com jogadores como o próprio Hay, acostumado a jogar Eliminatórias da Copa pela Nova Zelândia, o restante da equipe ainda não sabe o que é jogar fora do país, que ainda engatinha no “football”. Falta experiência.

Técnico

Christopher “Chris” Milicich retorna ao comando do Waitakere United. Ele foi o primeiro técnico da história do clube e está de volta após duas temporadas, nada que o impeça de fazer mais uma boa campanha com o time – logo no primeiro ano de vida, o time chegou à final do campeonato nacional, o New Zealand Football Championship, com Milicich de técnico. Na atual edição do NZFC, são três vitórias em cinco jogos, resultado da vontade de não perder os jogos quando vê que pode vencê-lo. Deve escalar o time para vencer o Sepahan.

Cotação nas casas de apostas

151/1

Boca Juniors (Argentina)
Étoile du Sahel (Tunísia)
Milan (Itália)
Pachuca (México)
Sepahan (Irã)
Urawa Red Diamonds (Japão)
Waitakere United (Nova Zelândia)

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