Motagua: Honduras na América do Sul

Nesta semana (ou semana passada, se preferir), Honduras conheceu o futebol da América do Sul. Não o de seleções, do qual o Brasil prefere não ter más lembranças, mas o de clubes. Tudo graças ao Motagua.

O clube hondurenho entrou na Copa Sul-Americana deste ano e, logo de cara, para enfrentar o atual campeão do torneio, o Arsenal argentino. Agora você vai conhecer qual é a deste clube

O primeiro vôo da águia

O clube foi fundado em 1928, durante uma reunião na casa de uma viúva, na cidade de Tegucigalpa, capital do país. O elenco inicial foi formado por jogadores de quatro equipes que havia se extinguido: América, Honduras, Athletic e Águila. O nome foi baseado em um rio cujas margens eram disputadas entre Honduras e Guatemala.

Logo no começo, o clube começou a se tornar importante no cenário, principalmente na era amadora do futebol hondurenho, quando venceu 14 torneios nacionais, inclusive um eneacampeonato entre 1938 e 1946, alegria para os torcedores da Águia (o mascote do clube)

A era profissional

Como profissional, o Motagua viveu boa fase no começo dos anos 70, com três títulos que ajudaram na fama do “Ciclón Azul” no país. Mas depois do título de 1978/9, um longo jejum que perdurou toda a década de 80 só terminou na temporada 1991/2, com mais uma nova conquista.

O final dos anos 90 foram ainda melhores, com a equipe conquistando em duas temporadas (1997/8 e 1999/2000) os torneios Apertura e Clausura do Campeonato Hondurenho. As duas últimas conquistas, porém, foram só de torneios Apertura.

Vida fora do país

Antes de entrar na Copa Sul-Americana, o Motagua era participante assíduo da Copa dos Campeões da CONCACAF, competição de clubes local hoje chamada de “Liga”. Mas, apesar de sua presença constante, o time nunca passou de um mero quinto lugar, em 1986.

A única glória internacional da equipe foi a conquista da Copa UNCAF de Clubes, que reúne os clubes dos países filiados a UNCAF (que organiza torneios entre clubes e seleções da porção continental da América Central). Depois de um terceiro lugar em 2002, a equipe levou a taça em 2007.

Para chegar ao titulo, tiveram de passar pelos nicaragüenses do Real Estelí, os panamenhos do San Francisco, os guatemaltecos do Municipal, até chegar ao título, conquistado em cima de uma das principais equipes da região, o Saprissa, de Costa Rica.

A conquista aconteceu com sabor brasileiro. Jocimar Nascimento, atacante, ex-Matonense, Oeste, União São João e futebol grego e espanhol, marcou o gol do campeonato e deu ao “Ciclón Azul” o seu único título internacional.

O ídolo primitivo

Um dos maiores ídolos do clube, e porque não, do país, é Ramón Maradiaga. “El Primitivo”, como é apelidado, participou durante várias temporadas da equipe. Em 1982, esteve na Copa do Mundo com a seleção hondurenha e quase a classificou para a fase seguinte do torneio. Além disso, passou por vários clubes do país e pelo Tenerife-ESP

Foi como treinador do Motagua que ele se destacou. Conquistou três títulos nacionais e ainda guiou seus comandados para o troféu da Copa UNCAF de Clubes, a maior conquista até aqui da equipe. Hoje, treina a seleção de futebol da Guatemala.
 

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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