Montero: Duro como um zagueiro deve ser

Para o imaginário de muitos, os zagueiros de Argentina e Uruguai são vistos como jogadores que abusam de jogadas mais duras e muitas vezes violentas para poder desarmar seus adversários.

Paolo Montero era um deles, mas além de ser um zagueiro que usava e abusava de jogadas mais duras para parar o atacante, também sabia jogar bem, marcar alguns gols e dar base à equipe. Por isso, o uruguaio é o personagem da coluna desta semana.

Coisa de família

O pai de Paolo, Julio, também foi jogador de futebol, atuando com sucesso no meio-campo em suas passagens pela Espanha e Chile. O filho seguiria o caminho da família, mas só poderia jogar futebol com boas notas na escola.

Montero iniciou sua carreira no Peñarol, aos 19 anos de idade, tendo o técnico campeão mundial César Luís Menotti como treinador. Foram dois anos defendendo os aurinegros, alcançando inclusive a seleção uruguaia. Em 1992, se transferiu para o futebol italiano, para defender a Atalanta.

Defendendo o Calcio

Foram quatro temporadas vestindo a camisa da equipe de Bergamo, e tão logo estreou Montero já se tornou titular da Atalanta. Apesar de ter passado por um rebaixamento e um período sofrendo com lesões, o defensor foi um dos principais jogadores de sua equipe.

Em 1996, o zagueiro deixou a Atalanta para defender a Juventus. Logo em sua estreia na Vecchia Signora, conquistou o Mundial Interclubes. Isto seria só o começo de sua trajetória vitoriosa com a camisa bianconera.

Pela Juve, foram cinco conquistas do scudetto, além de uma Copa Intertoto, uma Supercopa Europeia e três Supercopas italianas. Atuando tanto na zaga como na lateral esquerda, Montero não só foi um dos principais defensores do futebol italiano nos anos 90 como também foi o recordista de expulsões do Campeonato Italiano. Além disso, passou perto de conquistar a Liga dos Campeões em 2003, tendo um pênalti defendido por Dida na final contra o Milan.

A volta

Depois de mais de dez anos na Itália, o zagueiro fez seu retorno à América do Sul, para defender o San Lorenzo. No entanto, não teria vida muito longa defendendo o time de Almagro, por causa de lesões. Ainda assim, chegou a interessar clubes da Europa nesta época.

O uruguaio preferiu por retornar ao seu país natal e ao clube que o lançou, o Peñarol, em 2006. Depois de uma temporada com os manyas, Montero se aposentou do futebol, para logo depois formar uma empresa para revelar talentos e os negociar para o exterior.

Na seleção

Montero teve sua primeira chance na Celeste em uma derrota para os Estados Unidos, em amistoso no ano de 1991. Até 2005, foram 61 partidas e cinco gols marcados pelo zagueiro, um dos símbolos da equipe na década.

No entanto, ele não pode estar em campo na última grande conquista dos uruguaios, a Copa América de 1995. Ainda assim disputou a Copa das Confederações, em 1997, onde conquistou o quarto lugar, a Copa América de 2004, quando foi terceiro colocado e a Copa de 2002, na qual viu o Uruguai ficar na primeira fase.

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