Milan: 2007 – Ano da Vingança

por Sandro Gonçalves

Revanche. Desforra. Vingar-se. É um sentimento que vem logo à mente para qualquer torcedor rossonero. Mostrar-se forte, competente e sagrar-se campeão ao longo de mais uma competição. E por que não diante daquele que lhe roubou uma alegria, uma satisfação que parecia infinita, que se perdeu assim, tão de repente? Quase sem explicação.

Não me recordo de um jogo decisivo tão alucinante quanto foi aquela final da Champions League de 2005, em Istambul. Quem não viu e ouve a história certamente não irá acreditar. Nem o mais fanático torcedor do Liverpool acreditaria que tal feito pudesse ser alcançado. A final desta mesma competição, em 1999, a virada histórica do Manchester United nos minutos finais sobre o Bayern de Munique foi incrível. O Liverpool, com um time não tão badalado quanto o Milan de Shevchenko, Kaká e cia., conseguiu a proeza de igualar o marcador após um terrível 3 a 0 da primeira etapa de jogo, sagrando-se campeão nos pênaltis.

Porém, neste ano, o Milan deixou o espetáculo de lado e mostrou-se eficaz. Os rossoneri se viram pressionados em vários momentos durante a grande final em Atenas. Mas o time de Milão mostrou-se calmo e controlado. E teve a frieza necessária para decidir o jogo quando teve esta oportunidade. E a estrela de Pippo Inzaghi brilhou como nunca, para o delírio de milhares de torcedores que no início daquela temporada conviveram com a possibilidade de rebaixamento e de disputar a maior competição de clubes do mundo.

Outro possível duelo pode acontecer na final do Mundial de Clubes da Fifa contra o Boca Juniors. O atual campeão da Libertadores já mostrou em diversas vezes o seu poder. Em confrontos recentes com os gigantes europeus, pela extinta Copa Toyota, o seu retrospecto é excelente. Desamparado por grandes investimentos e astros que dificilmente poderiam conhecer a derrota como os rivais do velho continente, o Davi sul-americano venceu o Real Madrid, de Figo e Raúl em 2000, e o próprio Milan, em 2003. A equipe argentina ainda sonha com a possibilidade de contar com e Riquelme. Mas, não duvide dos hermanos.

Contudo, Milan e Boca terão que passar pelos seus adversários na semifinal deste Mundial para então quem sabe conhecermos o maior campeão mundial interclubes. Já que ambas as equipes possuem três títulos da Copa Toyota, juntamente com os uruguaios do Nacional e Peñarol, Real Madrid e São Paulo (que conquistou duas Copas Toyota e um Mundial).

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