Meola: Goleiro mais que versátil

Que goleiro no mundo conseguiria jogar tanto no futebol de campo como no indoor, trabalhar em uma peça de teatro, tentar ser jogador de futebol americano e ainda ter um jogo de videogame com seu nome?
A reposta é Tony Meola. O goleiro, conhecido pelo rabo-de-cavalo e por ser titular da seleção americana nos anos 90, ajudou a promover o futebol local, no início da era MLS.
Craque se faz na escola
Nascido em Belleville, New Jersey, Meola começou a jogar na Kearny High School, na cidade de Kearny, querendo seguir os passos do pai, Vincent, que jogou futebol na Itália. Depois de um bom desempenho no colegial, onde foi campeão estadual em 1986, acabou indo para a Universidade da Virgínia.
Na Universidade, foi um jogador dinâmico: atuou no time de futebol, onde conseguiu ser All-American por dois anos consecutivos e eleito jogador do ano de sua conferência, a Atlantic Coast, em 1989, e campeão da NCAA. E também no de beisebol, que o levou a ser escolhido no draft, pelos New York Yankees.
Carreira pré-MLS
No começo dos anos 90, quando ainda não havia a MLS, a maioria dos jogadores mantinha contrato com a federação americana, e com isso Meola acabou emprestado para dois clubes ingleses, o Brighton & Hove Albion e o Watford, e depois foi para o Fort Lauderdale Strikers, da American Professional Soccer League.
Seu grande sucesso na era pré-MLS foi com o Long Island Rough Riders, no qual conquistou o título da USISL em 1995, no último ano dele antes de começar sua carreira na liga principal do futebol norte-americano.
Na MLS
Seu primeiro time foi o NY/NJ Metrostars, onde se tornou um dos melhores goleiros da liga, sendo líder em vários quesitos. No entanto, não houve nenhuma conquista de taça por parte do clube da Big Apple.
Foi com o Kansas City Wizards onde Meola fez grande sucesso. Contratado em 1999 junto com outra lenda da seleção americana da década de 90, Alexi Lalas, ele perdeu quase toda a primeira temporada no clube devido a lesão, mas mesmo assim se recuperou e conquistou o titulo da MLS, em 2000 e a U.S Open Cup (também chamada de Lamar Hunt Cup, 2004, suas maiores conquistas no futebol de clubes. Mas no ano da última conquista, sofreu novamente com contusões.
Ele ainda teve uma passagem no agora New York Red Bulls, que durou de 2004 a 2006, por não estar sendo usado pelo técnico Bruce Arena. Com isso, deixou de lado o futebol, mas notícias dizem que ele pode voltar ainda neste ano à MLS.
Fazendo história
Em 1988, Meola defendeu a seleção norte-americana pela primeira vez, em uma partida contra o Equador. Daí para frente, foram 100 jogos, e três Copas do mundo, sendo titular em duas delas, 1990 e 1994. Nesta última, se consagrou, ao levar os EUA para as oitavas-de-final, onde foram eliminados pelos brasileiros.
Jogando pela seleção, foram dois títulos: ambos pela Copa Ouro, em 1991, como titular e 2002, atuando como reserva.
Versatilidade à toda prova
Meola se mostrou um craque versátil, por ter não só atuado como jogador de futebol, mas também em outras funções, como o teatro, o futebol americano e até o ramo de jogos de videogame.
Ele atuou em dois times de futebol indoor americano, o Buffalo Blizzard e o New Jersey Ironmen, além de uma tentativa como kicker do New York Jets, time da NFL (liga de futebol americano, o da bola oval). Meola também atuou em uma peça do circuito fora da Broadway (Tony and Tina’s Wedding) e, para completar, teve um jogo de videogame com seu nome, o “Tony Meola’s Sidekick Soccer”, chamado por aqui de “Supercopa”.



