Mais uma Cassanata

Durou tempo demais para ser verdade. Depois de um longo período andando na linha, sendo tratado como uma quase unanimidade para a reconstrução da seleção italiana após o fracasso na Copa do Mundo, Antonio Cassano voltou a se envolver em um episódio de indisciplina e pode ter colocado um ponto final em sua passagem pela Sampdoria.

Houve uma época em que as atitudes impensadas do jogador de Bari Vecchia tinham até um apelido: “Cassanata”. Pois a última delas teve o pior alvo possível: o presidente da Samp, Ricardo Garrone.

Cassano se recusou a comparecer à premiação que receberia do clube “Gianni De Paoli” de Lavagna, uma das mais tradicionais facções da torcida sampdoriana. Há 27 anos, o grupo organiza uma noite especial ao melhor jogador da equipe na temporada anterior.

Questionado por Garrone, que passou pelo constrangimento de ter de justificar a ausência do craque do time na homenagem, Cassano ainda se atreveu a bater boca de forma áspera com o mandatário dos blucerchiati. Resultado: está afastado do elenco por seu comportamento considerado “gravemente ofensivo e desrespeitoso”.

A atitude é de se lamentar porque Cassano parecia ter alcançado uma maturidade tardia, após seu casamento, com uma vida menos conturbada. Resta saber, agora, o que o destino lhe reserva. Se não houver como fechar a ferida, ele será colocado no mercado em janeiro.

Dentro de campo, Cassano tem talento para jogar em qualquer time da Serie A, incluindo Inter, Milan ou Juventus. Mas os grandes estariam dispostos a correr o risco com um atleta que pode romper o equilíbrio no vestiário? Além disso, não sairia barato. Ele está avaliado em pelo menos € 20 milhões.

E então, vale o risco?

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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