LDU Quito – Quanta diferença…

Na Libertadores, a LDU tinha um sistema tático muito versátil. A base era o 3-3-3-1, mas, se Guerrón avançasse e Ambrosi ficasse atrás, virava um 4-4-2. Quando Guerrón e Bolaños abriam pelas pontas, era um 3-3-1-3. Assim, ficava evidente a importância que o forte e veloz Guerrón tinha na equipe.

Após a Libertadores, o atacante foi vendido ao Getafe, da Espanha. Desde então, Bauza mudou a característica da equipe. Ainda há uma preferência por três zagueiros, no caso, Campos, Norberto Araujo e Calderón. Esse trio é muito bem protegido, pois tem diante de si uma linha de quatro meias com boa marcação: os laterais/alas Reasco e Ambrosi (ambos com liberdade para avançar) e os volantes Urrutia e Chango.

Tamanho zelo defensivo se justifica. O goleiro titular Cevallos é pouquíssimo confiável e tem como única arma a experiência. Fora isso, é um jogador com problemas técnicos em saídas de gol, chutes de longa distância e reflexos. Seu reserva, Viteri, é ainda pior. Basta lembrar que ele era o goleiro da seleção equatoriana que sofreu um gol incrível de Kaká nos 5 a 0 do Brasil nas Eliminatórias da Copa.

Todo esse sistema funciona bem devido ao entrosamento dos jogadores. No entanto, houve problemas desde o título continental. O técnico Edgardo Bauza não teve pudor em usar o segundo semestre do Campeonato Equatoriano para poupar alguns jogadores e até experimentar formações e movimentações alternativas. Assim, a equipe perdeu um pouco de confiança e o nível de desempenho caiu. Tanto que o título nacional ficou com o Deportivo Quito.

No ataque, Reasco e Ambrosi dão opções pelas laterais, mas o centro das ações é o meia Manso, responsável pela armação. Um pouco mais à frente fica Bolaños, que trabalha como segundo atacante pela esquerda (o que torna esse lado do campo o mais forte da LDU). Tudo isso para servir o chileno Navia, o único atacante por vocação da equipe.

A referência no ataque é um problema. O clube já investiu bastante em um centroavante, mas não consegue encontrar um que se consolide. No momento, o titular é Navia, contratado no segundo semestre para substituir o argentino Bieler, titular da Libertadores que foi para a reserva depois de muitos altos e baixos.

No banco, Bauza ainda conta com o experiente Agustín Delgado, único nome da LDU com experiência no Mundial de Clubes. O atacante defendia o Necaxa no Mundial de 2000, disputado no Brasil. Além disso, Tín tem no currículo a participação em duas Copas do Mundo. O problema é que a forma física e técnica do centroavante de 34 anos estão longe do ideal e, normalmente, ele tem sido usado como opção para o segundo tempo.

Como um todo, a LDU conta com jogadores experiente, pois a base fez parte da campanha vitoriosa da Libertadores e ainda defendeu o Equador em Copa do Mundo. O entrosamento também é uma virtude dos Blancos. No entanto, é um time apenas regular tecnicamente. Por isso, não seria nada anormal se os equatorianos perdessem para o Pachuca e, pela primeira vez, a final do Mundial não teria um representante sul-americano.

Técnico

Como jogador, Edgardo Bauza se notabilizou por ser um zagueiro que marcava muitos gols. De acordo com a IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística de Futebol), o argentino foi o quarto maior defensor-artilheiro do mundo, perdendo apenas para Ronald Koeman, Daniel Passarella e Fernando Hierro em gols marcados por primeiras divisões nacionais.

Logo que pendurou as chuteiras, Bauza assumiu o comando do Rosario Central, clube com o qual tem ligação histórica. Pelos Canallas, o técnico foi vice-campeão da Copa Conmebol em 1998 e semifinalista da Libertadores em 2001. No entanto, o desempenho no Campeonato Argentino não era dos melhores e foi demitido.

Depois de passar sem grande sucesso por Vélez Sársfield, Colón e Sporting Cristal, o treinador assumiu a LDU Quito. Nos Blancos, Bauza voltou a realizar um bom trabalho, montando uma equipe competitiva que conquistou o título nacional em 2007 e a Libertadores neste ano.

Como se classificou

A LDU fez uma campanha digna de um time “copero”. Não foi espetacular, mas fazia o suficiente para sobreviver aos mata-matas. Na fase de grupos, os Blancos mostraram que estavam bem: passaram com facilidade por um grupo que se imaginava o mais equilibrado da competição, com Fluminense, Arsenal-ARG e Libertad. A partir dos duelos eliminatórios, os equatorianos trabalharam no limite.

Nas oitavas-de-final, passaram pelo Estudiantes no saldo de gols (vitória por 2 a 0 e derrota por 2 a 1). Depois, chegou à final sem vencer: empatou as duas com o San Lorenzo (passou nos pênaltis) e com o América-MEX (passou em gols fora de casa).

Na final, muito drama. Na altitude de Quito, fez 4 a 2 com sobras no Fluminense. No Maracanã, sofreram o 3 a 1 ainda no meio do segundo tempo, mas mantiveram a desvantagem até o final da partida e na prorrogação. Nos pênaltis, o contundido goleiro Cevallos brilhou: defendeu três cobranças e deu a vitória por 3 a 1 para os quitenhos.

Fique de olho

Em um elenco homogêneo tecnicamente, destaca-se quem tem um papel coletivo. Aí, ninguém é tão importante para a LDU do que Patrício Urrutia. O volante de 31 anos sabe marcar e carregar a bola para alimentar o setor de armação. Tanto que, depois da Libertadores, o jogador foi cogitado a reforçar o Fluminense.

No entanto, sua principal função é a de líder. Capitão dos Blancos, Urrutia é o responsável por manter a unidade do time e fazer que os companheiros mantenham a concentração. Por isso, ele deve ser protagonista nos jogos dos equatorianos, mesmo se o desempenho do time decepcionar.

Se fosse uma (sub)celebridade, seria…

Supla. Estava em circulação fazia tempo, mas de repente ganhou projeção e se tornou o queridinho da galera.

Apresentação dos Clubes

Adelaide United (Austrália)
Al Ahly (Egito)
Gamba Osaka (Japão)
LDU Quito (Equador)
Manchester United (Inglaterra)
Pachuca (México)
Waitakere United (Nova Zelândia)

Sedes

Tóquio – Estádio Nacional
Toyota – Estádio Toyota
Yokohama – Estádio Internacional

História

1960-1979: Tempos clássicos
1980-2004: Oriente Express
2000-2007: A era Fifa

Estatísticas e curiosidades

Os fatos e números que marcaram a história do Mundial

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Equipe Trivela

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