Klinsmann: Um guerreiro germânico

Um guerreiro germânico, daqueles que mereceriam chegar ao Valhalla após tombar gloriosamente numa batalha lendária. Lá ele seria recebido pelos braços das valquirias.

Técnica, vigor físico e classe. Jurgen Klinsmann foi um autêntico homem de área europeu, aliando disciplinadamente diversas qualidades. Klinsmann era um atacante inteligente, possuia um ótimo senso de colocação. A medida que os anos foram passando perdeu velocidade, porém os anos de experiência lhe concederam maior precisão nos arremates.

Nascido em Gottingen (sudoeste da Alemanha), seus primeiros passos no futebol foram dados aos oito anos de idade quando fez 106 gols no primeiro campeonato que disputou na vida. Um ano após a Copa de 1974 que aconteceu em seu país, Klinsmann aos 10 jogava pelo Geislingen (onde atuou até o fim da década) além de jogar futsal chegando a ser campeão regional. Em 1980, sua família se muda para Stuttgart. Lá ele estréia pelo Sttutgart Kickers que jogava a segunda divisão alemã. Klinsmann tinha 18 anos.

Em 1984, Jurgen chega ao Vfb Sttutgart e começa a disputar a Bundesliga. O clube é campeão alemão na temporada de 1984. Ele estréia pela seleção alemã em 1987, num empate em 1×1 contra o Brasil. Em 1988, Klinsmann participa das Olimpiadas de Seul com o grupo que consegue obter medalha de bronze. Até o fim dos anos 80, a Alemanha ainda se dividia em Ocidental e Oriental. Em 1989 cai o muro de Berlin e o país se reunifica.

O ano era 1990. O nationalelf sagra-se tricampeão no Mundial da Itália derrotando a Argentina do então decadente Diego Maradona. O jovem Klinsmann disputou a final como titular formando dupla de ataque com Rudi Voller, sob o comando do kaiser Franz Beckenbauer. A partida acaba em 1×0, gol de Brehme. Jurgen Klinsmann era um soldado promissor correndo pelos campos em que sopravam os ventos da transformação…

Depois disto, Klinsmann transfere-se para a Internazionale de Milão. Lá recebeu da torcida o apelido de ‘Kataklinsmann’ e dividia os holofotes com outro mito germânico, Lothar Mattheus o ‘Rei de Milão’. Em 1991, Klinsmann obtem o título da Copa da Uefa atuando pelos neroazzuli.

No ano de 1994 a Seleção Alemã chega aos EUA para defender o título. Klinsmann é titular em seu segundo mundial. A Alemanha cai nas quartas de final, Jurgen porém desenvolve uma performance individual impecável atuando nas cinco partidas disputadas. É o vice artilheiro do torneio com cinco gols. Na memória dos que viram ainda há a recordação do golaço na estréia contra a Coréia do Sul.

Após o Mundial nos EUA, Klinsmann transfere-se do Monaco para o Tottenhan Hotspurs e estréia na Premier League inglesa. Em 1996, seria o capitão da seleção campeã da Eurocopa comandada por Berti Vogts. Nesta época sugiram algumas rusgas entre Jurgen e Lothar Mattheus capitão alemão em 94, preterido por Vogts para a competição européia. Klinsmann voltaria a Bundesliga jogando pelo Bayern de Munique onde conseguiu seu segundo título da Copa da Uefa também na temporada de 96.

Rumo ao Valhalla

No inicio da preparação para a Copa de 2006, em campos germânicos, surge outra vez a rivalidade entre Jurgen e Lotthar ambos já aposentados. A federação alemã exigia um time ofensivo chegando até encomendar o uniforme vermelho para personificar a agressividade exigida. A jovem equipe alemã que foi ao oriente em 2002 voltou com o vice campeonato. O capitão e melhor goleiro do mundo Oliver Kahn, amargurava a derrota para o Brasil. Klinsmann é escolhido para dirigir o nationalelf sem nunca ter sido técnico e Mattheus vai treinar a Hungria.

Muito criticado antes do Mundial de 2006, sobretudo após a derrota por 4 x 1 no amistoso contra a Itália, Klinsmann inicia sua jornada na competição. O nationalelf começa o torneio muito bem e de maneira crescente. A partida contra a Argentina nas quartas de final, vencida nos penaltis ficará para a história. A seleção Alemã tomba heróicamente nas semi finais, mais uma vez contra a Itália. A torcida alemã exalta a campanha de sua seleção. Talvez Jurgen Klinsmann tenha conseguido chegar ao seu próprio Valhalla, aplaudido por toda a nação germânica.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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