Independiente: Em busca do tesouro perdido

O troféu da Libertadores é o sonho de muitos clubes na América do Sul. Enquanto existem equipes que já o conquistaram várias vezes – como o Independiente da Argentina, que levantou sete vezes o caneco -, outros têm apenas vagas lembranças daquilo que disputaram. É o caso do ‘xará’ do time argentino, o Club Independiente Santa Fé, de Bogotá, uma das mais tradicionais equipes do futebol colombiano.

Só que, em 2006, 26 anos depois da quinta e última participação do clube na competição, os Cardenais prometem a sua torcida algo mais no torneio. Estão na fase preliminar, na qual duelam contra o Defensor Sporting, do Uruguai – vaga que conseguiram como vice-campeões do Torneio Apertura 2005. Sonham não só com a glória internacional, mas também com voltar aos bons e velhos tempos, deixando para trás a condição de meros coadjuvantes nos campeonatos locais.

Se no campeonato sul-americano a espera foi longa para uma simples participação, no colombiano, o intervalo de títulos já tem três décadas e envergonha os ‘hinchas’ do Independiente. Hexacampeões colombianos, os santafenhos pretendem desempenhar um bom papel na Libertadores 2006, para arrancarem em busca do tão esperado título nacional.

Nos bancos escolares começou a história

Um grupo de estudantes do Gimnásio FBC, de Bogotá, que, entre uma aula e outra, se reunia para bater uma ‘bolinha’, resolveu levar adiante a idéia de formar um time para competir em jogos interescolares.

Em 28 de fevereiro de 1941, nas mesas do Café Rhin, no centro de Bogotá, ficou estabelecida a criação de um clube de ‘caráter meramente esportivo’, sem fins lucrativos. Naquele momento, o grupo de ex-alunos do Gimnásio FBC se transformou em Club Independiente Santa Fé.

Nesse mesmo ano, o time foi inscrito na Asociación Deportiva de Bogotá. E logo na primeira participação em torneios oficiais foi vice-campeão da segunda divisão colombiana. A cada partida dos Cardenais, aumentava o número de pessoas que os assistiam. E não demorou muito para que a fama do grupo chegasse à imprensa da capital, que passou a pleitear uma vaga para o Independiente na primeira divisão do futebol do país.

Quem esquece a primeira vez?

Em 1948, o Independiente chegou à glória. No início do campeonato, seu único fator de destaque foi a contratação, a peso de ouro, de José Doku Bermejo, que havia feito boas campanhas no rival Millonarios. O time começou bem no campeonato, vencendo o Deportes Caldas e o Atlético Municipal.

Porém, a consagração santafenha viria a seguir. O mês de setembro de 1948 foi espetacular para o time de Bogotá. As expressivas vitórias sobre tradicionais adversários foram a mola propulsora para a arrancada rumo ao título. Entre elas, sem dúvida, a mais gratificante, frente ao eterno rival Millonarios, por 5 a 3. Após esses resultados, os críticos se renderam ao belo futebol dos Cardenais. A essa altura, ninguém tinha mais dúvidas quanto ao elenco que iria levantar pela primeira vez o troféu do futebol da Colômbia.

E foi em 19 de dezembro de 1948 que o clube alcançou a glória máxima nos gramados colombianos. As arquibancadas do Estádio El Campín, lotadas, tremiam. Os torcedores gritavam alucinados os nomes dos heróis de Bogotá. E eles corresponderam à alegria e confiança no gramado. O placar da final foi humilhante: 6 a 0 no Independiente Medellín.

O hino oficial da equipe foi criado para estrear na final do torneio. Escrito por Ignacio Cuervo Cañón e musicado por Gabriel Cárdenas, a letra ressalta a façanha do clube que, hoje, luta para ter de volta as glórias do passado e renovar as esperanças do torcedor quanto ao futuro.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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