Guia da Série B–parte 1

Olá amigo leitor, a partir de hoje a Trivela retoma sua cobertura especial da Série B do Campeonato Brasileiro. Com muito prazer, aceitei o convite dos amigos e falarei também da Segundona, além das informações quinzenais do futebol da Áustria e da Suíça.

Não é de hoje que a Série B deixou de ser um fantasma para os grandes. Em sua edição 2009, ela volta morrendo de saudades do Corinthians, que transformou-a em um produto muito mais atraente, a ponto de chamar a atenção da CBF, que sem perguntar tomou a organização da FBA. Além de boa e bonita, a segunda divisão estava barata e a entidade percebeu a insatisfação dos clubes, capitaneados pelo Vasco, que pediam verba maior.

Entretanto, as promessas ficaram no discurso, já que a cota deste ano é de R$ 600 mil, cem mil a menos que em 2008. Isto fez com que alguns dirigentes, especialmente de clubes do Nordeste, cogitassem voltar atrás e assinar com a FBA, criando uma grande confusão. De certo mesmo, apenas a renegociação do contrato de TV, que recebeu 35% de reajuste para 2011.

Em meio aos bastidores, o campeonato de 2009 começa com um certo ar de terra de ninguém. Aparte o Vasco, que teve uma campanha sólida no Carioca, nenhuma equipe demonstrou ser favorita real a uma das quatro vagas na elite. Isto faz com que desde times tradicionais que foram mal em seus estaduais, como Figueirense e Juventude, até recém-chegados, como o Atlético-GO, sonhem com o acesso em dezembro. Certeza, portanto, de muito mais emoção do que tivemos no ano passado, quando o Corinthians disparou e quase nada foi decidido nas duas rodadas finais.

Vamos então à apresentação das dez primeiras equipes, ordenadas por classificação na temporada passada. Temos hoje, então, os quatro rebaixados da Série A e os que ficaram no quase na B do ano passado. As chances de acesso foram quantificadas de uma a cinco estrelas e o principal jogador, às vezes, não é o mais habilidoso ou goleador, mas o mais experiente e importante para o time. E um último registro: a duas semanas do início, muitas caras novas devem pintar ainda.

Figueirense

Estádio: Orlando Scarpelli (19.908)
Técnico: Roberto Fernandes
Principal jogador: Pedrinho (M)
Em 2008: 17º (Série A)
Chances de acesso: *****
Quem chega: Toninho (Z, Náutico), João Felipe (Z, Mesquita), Anderson Pico (LE, Grêmio), Alê (V, Guaratinguetá)
Quem sai: Bruno Octávio (V, sem clube), Cristiano (M, sem clube), Marcelo Júlio (A, União São João)

Pegou a muitos de surpresa o rebaixamento do Figueirense no ano passado. Um dos clubes de estrutura administrativa mais elogiada e evolução mais notável do país, o Figueira encarou o descenso como fruto de algumas escolhas equivocadas tanto para o elenco, quanto para a comissão técnica. Até por isso, quinze jogadores foram dispensados antes do Estadual e um grupo totalmente novo foi criado.

Com tantas reformulações, o desempenho fraco no Catarinense foi justificado pelas mudanças drásticas – o pouco tempo para encontrar o time titular também foi fundamental. Entretanto, apesar de afirmar que o importante era a montagem do elenco para a Série B, os resultados ruins pesaram na saída de Pintado.

A chegada de Roberto Fernandes coincidiu com a eliminação também na Copa do Brasil, mas a expectativa é de entrar forte na briga pelo acesso. O treinador pediu alguns reforços que ainda não chegaram, em parte pela dificuldade financeira da queda de divisão – só a receita de TV cai de R$ 5,5 milhões para R$ 600 mil. Para driblar a crise e voltar o mais rápido possível, a estratégia é mesclar garotos oriundos da equipe campeã da Copa São Paulo em 2008 com atletas experientes, como o goleiro Wilson e o meia Pedrinho.

Vasco

Estádio: São Januário (32.000)
Técnico: Dorival Junior
Principal jogador: Carlos Alberto (M)
Em 2008: 18º (Série A)
Chances de acesso: *****
Quem chega: Magno (M, Brasil-RS)
Quem sai: Fernando Galhardo (LE), Rafael (M)

Não é exagero afirmar que o Vasco encontrou o seu time ideal para a Série B antes mesmo do que o Corinthians, no ano passado. Coincide, também, o fato de ambos terem ficado no “quase” nos Estaduais no ano sabático. A diferença principal parece ser que o Vasco tem sim um time, mas não um elenco, como a equipe de Mano Menezes: o torcedor cruzmaltino sabe de cor a escalação titular, mas quando uma peça do conjunto está de fora, a ausência é bastante sentida.

Faltam reservas de mais qualidade para a zaga e substitutos para os laterais – especialmente para Paulo Sérgio, líder em assistências no ano e fundamental no esquema de Dorival Junior. O técnico, inteligente e de perfil reservado, tem sabido trabalhar com egos instáveis como Léo Lima, na reserva, e Carlos Alberto. Outro trunfo é não fazer o time depender do camisa 10, mas sim priorizar o conjunto, algo fundamental na Série B.

Como todo grande, o Vasco busca o título da Segundona para que a torcida possa comemorar de novo, já que desde 2003 não solta o grito de campeão. Time para isso tem – resta saber se os titulares irão aguentar a maratona e se os reservas darão conta do recado. E para encerrar as coincidências, não será nada ruim se o título vier com campanha parecida com a corintiana em 2008.

Portuguesa

Estádio: Canindé (27.500)
Técnico: Paulo Bonamigo
Principal jogador: Edno (M)
Em 2008: 19º (série A)
Chances de acesso: ****
Quem chega: Preto (Z, Goiás), Anderson Paim (LE, Mirassol), Acleisson (V, Mirassol), Dinei (A, Santa Helena-GO), Tatá (A, Ulbra-RS)
Quem sai: Athirson (LE, Cruzeiro)

Nos últimos anos, a Portuguesa tem sido o time do “quase”: de quase rebaixada à Série C em 2006 a quase classificada para as semifinais do Paulista, o rebaixamento do ano passado interrompeu uma lenta, mas gradual sequencia de ressurgimento. Curiosamente, muito se dizia sobre o fato de a Portuguesa ter um ótimo time, mas que pecava nos momentos decisivos. Ou seja: a Lusa quase escapou no Brasileirão.

A manutenção de jogadores importantes, como Athirson e Edno, foi fundamental para a boa campanha no Paulista. Entretanto, com a saída do lateral e o constante assédio sobre o meia-atacante, o trabalho de Paulo Bonamigo deverá ser mais complicado – isso se ele conseguir se manter no cargo, já que as (por muitas vezes precipitadas) mudanças de treinador têm sido constantes no passado recente.

O elenco tem jogadores de bom nível para a Série B, como os rodados laterais César Prates e Wilton Goiano, o volante Ygor, muito questionado no Rio de Janeiro, e os zagueiros Ediglê e Alex Bruno. Com o comando de Christian no ataque, ao lado de atletas jovens como Tatá e Ralph, é possível que a Lusa brigue pelo acesso, para não ficar de novo no quase.

Ipatinga

Estádio: Ipatingão (30.000)
Técnico: Marcelo Oliveira
Principal jogador: Amílton (A)
Em 2008: 20º (Série A)
Chances de acesso: ***
Quem chega: Thiago Mathias (Z, Santa Cruz), Márcio Diogo (A, Rio Branco-MG), Marcelo Ramos (A, Santa Cruz)
Quem sai: Joãozinho (A, Bahia)

O ano já começou bom para o Ipatinga: com a goleada de 4 a 0 sobre o América de Teófilo Otoni, o Tigre conquistou o Módulo II e voltou à elite do futebol mineiro. Querendo esquecer o fatídico ano de 2008 e buscando repetir o acesso que conquistou no Mineiro, o time do Vale do Aço tem que lidar com uma mudança brusca de realidade, tanto orçamentária quanto de nível dos adversários: da Segundona mineira para a nacional em duas semanas.

Se conseguir adaptar-se rapidamente, o time do técnico Marcelo Oliveira tem chances de surpreender de novo, assim como fez em 2007. Quase nada restou do elenco lanterna do Brasileirão de 2008. O discurso da diretoria é que está sendo montado um elenco para subir novamente, e com o final do Mineiro muitas mudanças devem ocorrer até a estreia, na próxima semana.

As chegadas de Marcelo Ramos e Thiago Mathias acrescentam experiência ao elenco, que conta com o jovem meia Luiz Fernando e o atacante Amílton, artilheiro do time no Módulo II, como destaques. Com vários titulares jovens, como o goleiro Bruno e o zagueiro Patrick, de 22 anos, além do curioso atacante Bonieck, de 20 anos (inspiração polonesa da década de 80, mas com grafia diferente), o time se destaca pelo fôlego e preparo físico. Se a imaturidade não pesar, pode surpreender. Do contrário, manter-se na Série B deixará o ano com saldo positivo.

Ponte Preta

Estádio: Moisés Lucarelli (19.722 pessoas)
Técnico: Marco Aurélio
Principal jogador: Danilo Neco (A)
Em 2008: 5º
Chances de acesso: *****
Quem chega: Dezinho (Z, Oeste), Fabiano Gadelha (M, Marília) e Bilu (M, Noroeste)
Quem sai: Leandrinho Costa (M, sem clube), Bia (V, sem clube) e Alessandro (LE, sem clube)

A Ponte Preta inicia a disputa da Série B com um único objetivo: retornar à primeira divisão do futebol brasileiro. No ano passado, a equipe vacilou demais e desperdiçou uma ótima oportunidade, tendo terminado na quinta posição. Para esta temporada, a diretoria manteve a base que disputou o Campeonato Paulista – que só engrenou no final – e aposta no comando do velho ídolo Marco Aurélio.

A defesa é muito segura com o goleiro Aranha e os zagueiro Gum e Jean. As laterais, no entanto, ainda geram muita preocupação para os torcedores – que aguardam ansiosamente o retorno de Eduardo Arroz, após meses se recuperando de uma lesão no joelho. O meio-campo pontepretano não tem tanta criatividade, mas se destaca pela forte marcação e saída de bola, principalmente com a dupla de jovens volantes Tinga e Willian.

No ataque, Marco Aurélio, apesar de a torcida não concordar muito, aposta no veterano Márcio Mexerica para formar a dupla ofensiva com Danilo Neco, que vive ótima fase – isso quando o treinador não muda o tradicional 4-4-2 para 4-5-1. No banco, o argentino Gustavo Savoia é o preferido da torcida. Até o início da Série B, a Ponte ainda deve dispensar alguns jogadores e trazer mais reforços.

Vila Nova

Estádio: Serra Dourada (50.000)
Técnico: Gilson Kleina
Principal jogador: Vanderlei (A)
Em 2008: 6º (Série B)
Chances de acesso: ***
Quem chega: Edson Borges (Z, São Caetano), Dida (LD, Santa Helena), Leonardo (Z, Flamengo), Cocito (V, Boavista-RJ), Washington (M, Anapolina), Kenedy (A, Santa Helena), Eric (A, São Paulo)
Quem sai: Lauro (G), Valença (Z), Fernando Lombardi (Z), Marcelo (LD), Carlão (LE), Alisson (V), Juliano (M)

A forma como o Vila Nova deixou escapar o acesso no ano passado frustrou não apenas os torcedores: irritada, a diretoria jogou todo o trabalho no lixo e mando embora quase todo o elenco – do time titular, sobraram apenas Osmar e Álison. Com um grupo reformulado, o tempo não foi suficiente para dar entrosamento e a equipe já saiu atrás dos adversários no Estadual.

Veio a maior goleada sofrida para o Goiás na história e, com a má campanha, Givanildo de Oliveira foi demitido. Gilson Kleina chegou culpando o antecessor pela péssima forma física dos jogadores. Para piorar, o time foi remontado e, sem uma sequencia, as chances de classificação se dissiparam. Não surpreende, então, que o Tigre tenha sido quem mais se movimentou no mercado entre os estaduais e o início da Série B.

Como o elenco está inchado (39 atletas), mais dispensas ocorrerão e nas primeiras rodadas o desempenho deverá ser abaixo do esperado pelos torcedores, que já não nutrem lá muitas esperanças. As contratações até têm um certo nome, mas o receio é que esta foi a mesma política que se provou equivocada para o Goianão. As chances passam pelos pés do jovem zagueiro Thiago Carvalho, único a se destacar no início da temporada, e pelo atacante Vanderlei, que marcou nove gols e foi poupado pela torcida.

Bragantino

Estádio: Nabi Abi Chedid (15.000)
Técnico: Marcelo Veiga
Principal jogador: Sérgio Manoel (M)
Em 2008: 7º (Série B)
Chances de acesso: ***
Quem chega: Arthur (V, Iraty), Rodrigo Costa (V)
Quem sai: Pará (LE), Somália (V), Nunes (A, Santo André)

Repetir o feito da temporada passada, quando terminou a Série B na sétima colocação, está mais para o patamar do sonho em Bragança Paulista. Mesmo com dificuldades financeiras, o time segurou alguns jogadores e fez uma campanha razoável no Paulistão, quase se classificando para as semifinais do Troféu do Interior. Entretanto, nomes importantes como o artilheiro Nunes saíram e a expectativa de reposição não é das melhores.

De acordo com o técnico Marcelo Veiga, o aproveitamento foi o esperado para um elenco que disputava o estadual de olho no nacional. O bom desempenho, contudo, provou-se prejudicial, já que as peças de destaque saíram. “O forte da nossa equipe era o conjunto, e vamos ter que remontá-lo durante a competição”, avalia. Ao final do Paulistão, o time seguiu treinando para que ele apontasse os reforços necessários.

O orçamento disponível não é mesmo compatível com a Série B, tanto que devem chegar apenas jogadores de destaque das séries A-2 e A-3. Há ainda a possibilidade de outros atletas, como o atacante Malaquias, deixarem o clube. Com tudo isso, a aposta é na experiência de nomes como o goleiro Gilvan e o meia Sérgio Manoel, apontado pelo próprio treinador como principal nome do elenco. Parece pouco até para permanecer na Segundona.

Juventude

Estádio: Alfredo Jaconi (23.726)
Técnico: Gilmar Iser
Principal jogador: Lauro (V)
Em 2008: 8º (Série B)
Chances de acesso: ***
Quem chega: Rogélio (Z, Brusque), Allyson (Z, Vestel Manisaspor), Fábio (LE, Ypiranga-RS), Paulinho (LE, Castanhal-PA), Edimar (M, Metropolitano-SC), Léo Dias (A, Ulbra), Kyto (A, Veranópolis)
Quem sai:

Na temporada em que completa dez anos da conquista da Copa do Brasil, o Juventude quer voltar à elite do futebol nacional. Para isso, aposta em nomes experientes como o atacante Mendes e o eterno capitão Lauro, jogadores oriundos das categorias de base, como o meia Zezinho, da seleção sub-17, e outros pinçados principalmente dos clubes do interior, que se destacaram no Gauchão.

O Ju teve um primeiro turno de Estadual bastante modesto sob o comando de PC Gusmão. Após a saída do técnico para o Atlético-GO, a diretoria buscou Gilmar Iser no Novo Hamburgo e o desempenho melhorou, a ponto de quase vencer o Inter. A eliminação nas semifinais do segundo turno, em casa, para o rival Caxias, frustrou os torcedores e colocou o verdadeiro potencial da equipe em dúvida.

Para se reforçar, Iser pediu ao menos mais uma contratação por posição. A diretoria foi até atrás de Cafu, que já jogou no clube em 95, mas como a situação financeira não é das melhores, as novidades devem ser poucas e modestas. A impressão que se tem é que o acesso era mais possível no ano passado, mas se o time encaixar e fizer valer o mando de campo – arrancar pontos no Alfredo Jaconi não é nada fácil –, as chances aumentam consideravelmente.

São Caetano

Estádio: Anacleto Campanella (22.738)
Técnico: Sérgio Soares
Principal jogador: Luan (A)
Em 2008: 9º (Série B)
Chances de acesso: ***
Quem chega: Diego Padilha (Z, Ceará), Anderson Marques (Z, Noroeste), Dias (V, Oeste), Perdigão (V, sem clube), Advaldo (M, Ipatinga)
Quem sai: Marco Aurélio (Z, Vitória), Amarildo (Z, sem clube), Patric (LD, Benfica), Marcelo Pinheiro (V, sem clube), Peter (M, sem clube), Zé Eduardo (M, sem clube), Tuta (A, sem clube)

Após a campanha irregular no Paulista, em que terminou em 11º lugar, o São Caetano buscou rejuvenescer o elenco e dispensou jogadores como Marco Aurélio e Tuta. Mas a política de contratações não tem batido com o discurso: trouxe os rodados e questionáveis volantes Perdigão e Dias, além de negociar o lateral-direito Patric, da seleção sub-20, com o Benfica.

Com tantas mudanças, a aposta principal fica mesmo no trabalho do técnico Sérgio Soares, que subiu no ano passado com o rival Santo André. Perder o posto de melhor time do ABC, aliás, é talvez a principal motivação do Azulão para voltar à elite, ao ser ultrapassado também pelo Barueri.

De início, ao menos, Tuta fará falta, já que outro centro-avante não foi contratado. As esperanças de gol recaem sobre Luan, revelado pelo União São João. Além disso, meias como Diogo não empolgam e o goleiro Luiz vive sob a sombra do reserva Júlio César. Se servir de consolo, todas as vezes que teve sucesso, o São Caetano montou elencos modestos e sem destaques individuais. É torcer para dar certo novamente.

Bahia

Estádio: Pituaçu (32.400)
Técnico: Alexandre Gallo
Principal jogador: Patrício (LD)
Em 2008: 10º (Série B)
Chances de acesso: ****
Quem chega: Menezes (Z, Ferroviário-CE), Paulo Paraíba (Z, Ferroviário-CE), Dedé (LD, Ituano), Alex Maranhão (M, Fortaleza), Lima (A, Joinville), Joãozinho (A, Ipatinga)
Quem sai: Juninho (LD, sem clube), Silas (M, sem clube), Eraldo (A, sem clube)

Em 2008, o Bahia foi o melhor nordestino na Série B. Para repetir o feito, de preferência com a volta à elite do futebol nacional após seis anos, é preciso primeiro responder qual é o verdadeiro Tricolor: o que iniciou o estadual goleando (foram dez partidas invicto e uma vitória sobre o maior rival em pleno Barradão), o que caiu na Copa do Brasil apesar de se superar e pressionar o Coritiba no Couto Pereira, ou o que foi visto na reta final do Baiano, derrotado pelos pequenos e na primeira partida da decisão, mesmo jogando em casa.

A inconstância faz parte do perfil do treinador: Alexandre Gallo consegue ir do inferno ao céu tão rapidamente quanto volta ao fundo do poço no clubes por onde passa. Em que pese a maratona de jogos, com até quatro numa semana (de 08 a 15 de abril), o time desandou e não se encontrou mais. Dependendo do resultado final do campeonato, o começo da Série B pode ser de euforia ou melancolia.

Algumas mudanças já aconteceram no elenco, como a contratação da dupla de zagueiros que se destacou pelo Ferroviário, vice-campeão do primeiro turno cearense. Mas como o Baianão ainda está em disputa, é provável que outros nomes saiam e alguns cheguem durante as primeiras rodadas da Série B. Gallo aposta na espinha dorsal formada pelo goleiro Marcelo, ex-Corinthians, os experientes laterais Patrício e Rubens Cardoso, o zagueiro Nen, os meias Helton Luiz e Léo Medeiros e o atacante Reinaldo Alagoano.

* Colaboraram Gustavo Hofman e Gustavo Vargas.

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Equipe Trivela

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