Franco Zuculini: O “cabezona” argentino
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Por Gustavo Ribeiro
De La Rioja para Avellaneda. Essa foi a rota que tomou o argentino Franco Zucolini aos 10 anos de idade. E foi direto para o Racing Club, onde construiu sua carreira nas categorias de base e onde estreou como profissional.
Volante de origem, Zucu – como é conhecido – carrega nas costas a esperança argentina de ser o novo Fernando Redondo. A boa visão de jogo, os toques rápidos e precisos, além de sua velocidade, chamaram a atenção do técnico Juan Manuel Llop, em um momento no qual o Racing passava por uma fase horrenda, com sérios riscos de cair para a segunda divisão, no início de 2008.
Diante desse cenário, então com apenas 17 anos, Zuculini estreou como profissional contra o Arsenal de Sarandí. Talismã ou não, ajudou o Racing a permanecer na primeira divisão, e se tornou um dos preferidos da torcida e um dos poucos a serem poupados. Depois que entrou contra o Arsenal, não saiu mais do time.
Na temporada 2008/09, participou de 29 jogos, todos eles como titular. Mostrando ser mais que um mero volante, Zuculini assumiu também a função de armar e dar ritmo às partidas. Ao lado da técnica, veio a raça. Tanto é assim que o jogador também é conhecido pelo apelido de “cabezona”, pois costumava dar carrinhos com a cabeça. Foi assim até o dia em que recebeu um cartão amarelo ao derrubar um jogador do River Plate. Nunca mais repetiu a jogada.
Seu primeiro gol como profissional foi contra o Rosario Central, em outubro de 2008. E seu segundo, marcou contra o poderoso Boca Juniors, em sua penúltima partida como jogador do Racing.
No radar de Maradona
Quando ainda nem pensava em estrear pela equipe principal do Racing, o atleta teve sua primeira experiência internacional. Foi durante o Mundial Sub-17 realizado na Coreia do Sul, em 2007, defendendo as cores da alviceleste. Mas as memórias não foram das melhores, já que a seleção argentina se despediu nas quartas-de-final, contra a Nigéria. Vendo pelo lado positivo, Zuculini adquiriu bagagem internaciona, depois de participar de quatro jogos, sendo que em três deles durante os 90 minutos.
Dois anos mais tarde, o atleta teve nova decepção defendendo seu país. No Sul-Americano Sub-20, em 2009 na Venezuela, a Argentina fracassou e ficou com a sexta colocação e não conseguiu se classificar para o mundial da categoria no mesmo ano. Zuculini jogou seis partidas, todas como titular, e mesmo com o fracasso ficou mais perto da seleção principal.
E a convocação para a máxima veio em abril de 2009, quando Maradona decidiu chamar apenas jogadores que atuavam na Argentina, para enfrentar Colômbia e Equador pelas eliminatórias da Copa do Mundo. Apesar de ser lembrado, Zucolini não participou das partidas. Mesmo assim, Maradona voltou a chamá-lo para um amistoso, contra o Panamá, um mês depois. Dessa vez, Zucu atuou por pouco mais de 30 minutos.
Próxima parada: Alemanha
As boas atuações no Racing, a participação no Sul-Americano Sub-20 e as convocações para a seleção principal não passaram despercibidas aos olhares europeus. O jogador, de forma incisiva, deixou bem claro que seu desejo era permanecer na Argentina por mais tempo antes de atravessar o Atlântico. Mas devido às péssimas condições financeiras do Racing, o clube de Avellaneda não recusou uma proposta de 4,6 milhões de euros do Hoffenheim. Com apenas 18 anos, Zuculini assinou contrato de cinco anos com o clube alemão.
Durante toda a temporada 2009/2010 na Alemanha, o jogador teve poucas oportunidades para mostrar suas qualidades para a torcida do Hoffenheim. Zuculini atuou em sete jogos, apenas dois como titular, e em nenhum deles jogou os 90 minutos. Ao todo foram 242 minutos em campo, suficientes para marcar seu único gol, contra o Nürnberg, em outubro de 2009.
A resistência de Zuculini em deixar o Racing se explicou. Os poucos minutos em que atuou na Alemanha poderiam ter sido multiplicados se tivesse permanecido na Argentina.
O recomeço na Itália
O Hoffenheim, sabendo da necessidade de Zuculini jogar, decidiu emprestá-lo para outro clube. O principal interessado foi o Napoli, mas a transferência não se concretizou. Em seguida o Sporting de Portugal e o Genoa entraram nas negociações, com vantagem para o clube italiano, que fehcou o empréstimo do atleta por um ano e com opção de compra.
Mantendo sua tradicional camisa 36, o argentino jogou na estreia do Genoa no campeonato italiano 2010/11 contra a Udinese. Foram apenas 32 minutos, mas que podem significar mais tempo em campo e, dessa forma, deixar de ser apenas uma promessa do futebol argentino para se tornar uma realidade.