Foguete molhado

Alberto Gilardino tinha tudo para explodir. Nascido no dia da épica vitória da Azzurra sobre o Brasil em 1982, ele impressionou com a camisa do Parma. Marcou 50 gols na Série A em três temporadas e, praticamente sozinho, livrou o time do rebaixamento em 2005. Foi destaque da seleção campeã européia sub-21 em 2004, em um elenco que tinha De Rossi, Amelia, Barzagli e Zaccardo.

O Milan pagou € 25 milhões por Gilardino e, apesar da cifra elevada, parecia um excelente negócio. Na primeira temporada, ele até marcou uma quantidade razoável de gols – 17 na Série A -, mas não exibiu um jogo convincente. Na Liga dos Campeões, disputou dez partidas e não conseguiu balançar as redes.

Na conquista da Copa do Mundo pela Itália, Gila foi um mero coadjuvante. A segunda temporada no Milan, a primeira sem Shevchenko, não mostrou grande evolução. Seu rendimento na Série A caiu – 12 gols – e na campanha do título europeu foram apenas dois.

O crédito de Gilardino vai se esgotando rapidamente, e sua atuação na partida de hoje contra o Urawa está aí para comprovar. Mal posicionado, e com problemas até para dominar alguns passes fáceis. Já é o caso de perguntar se ele será, algum dia, o mesmo jogador que foi no Parma. Ou se será o foguete molhado, aquele que nunca explodiu.

Mostrar mais

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo