Flamengo é um exemplo a ser seguido

O Flamengo é o clube brasileiro que faz o melhor trabalho com os chamados “esportes olímpicos”. Mantém-se fiel à tradição e possui um fortíssimo time de basquete, com Marcelinho Machado e o argentino Federico Kammerichs como principais atrações. Já venceu duas vezes o NBB e está novamente na disputa. E seu time sub-21 está na final do campeonato brasileiro da categoria, contra Bauru. Tem ainda Diego Hipolito, Daniele Hipolito e Jade Barbosa em seu time de ginástica. E tem equipe de remo supercompetitiva, a honrar o nome do clube. Clube de REGATAS Flamengo, como me lembra o Crispim.

É um trabalho constante e diferente do “apoio” de outros clubes aos esportes olímpicos. Apoio marqueteiro, apenas isso. O São Paulo, que teve há muito tempo atrás um grande time de atletismo – duas das estrelas douradas de seu uniforme referem-se às conquistas de Adhemar Ferreira da Silva em Olimpíadas – conta com Maurren Maggi como atleta do clube. É uma ligação frágil. Maggi não treina no clube, não tem ligação alguma. Talvez, afetiva, não sei. É apenas algo de marketing. Se ela sair, acabou o atletismo no clube. O mesmo vale para Thiago Pereira no Corinthians. E até para Cesar Cielo no Flamengo. E o caso do Anderson Silva no Corinthians? Acho que é ruim para os dois. O clube não vai ganhar exposição. E o gladiador que não foge da raia (ao contrário de Kléber) vai acabar sendo vaiado.

Corinthians e Palmeiras possuíam times maravilhosos de basquete. Em um momento como esse, quando o esporte consegue novamente o passaporte olímpico e tem um campeonato que está se estruturando, não seria bom reativar suas equipes? Não custa muito. Franca – que vive um mau momento – gasta R$ 500 mil mensais com seu time. É esse o salário que Douglas pediu para acertar com o Palmeiras. Mas não vamos comparar com o futebol. O marketing dos clubes grandes não conseguem um patrocínio mensal de R$ 700 mil para montar um bom time de vôlei ou de basquete? Uma boa equipe de atletismo?

Acho que traria muito mais dividendos e retorno do que esses patrocínios de ocasião. Duvido que um sãopaulino ou um rubronegro tenham orgulho das medalhas olímpicas conquistadas por Maggi ou Cielo. Aliás, se a ligação fosse para valer, o São Paulo teria colocado uma estrela a mais em seu escudo pelo ouro da saltadora em Pequim. Mesmo se ela ainda não fosse atleta do clube. 

Esse marketing de espuma só serve para o presidente do clube tirar foto ao lado do “patrocinado”. Faz  bem ao atleta, que recebe um bom salário. Faz bem ao presidente, que fica sorridente na foto e diz que está ajudando o esporte olímpico. 

São migalhas. Muito mais poderia ser feito.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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