Felix Magath: Entre vices e vitórias

O leitor Tiago Vieira entrou em contato comigo sobre algumas observações no meu último texto sobre a carreira de Raymond Kopa e aproveitamos para bater um papo sobre a Copa do Mundo. É inegável que o maior campeonato do mundo acaba consagrando jogadores não tão conhecidos mundialmente, enquanto outros renomados acabam se tornando uma grande decepção no torneio. Exemplos como Grosso, desconhecido do público em geral até a Copa do Mundo, e Ronaldinho Gaúcho, que dedcepcionou, foram alguns nomes muito falados na última competição realizada na Alemanha.

Outros jogadores simplesmente lamentamos por não terem conquistado o torneio. Zico, Puskas, Cruyff e Van Basten foram gênios com a bola no pé, mas não podem registrar em seus currículos a conquista da Copa do Mundo. Um outro exemplo que podemos abordar é o caso de Felix Magath, no qual conquistou títulos importantes como jogador e recentemente como técnico, exceto a Copa do Mundo.

Magath “bateu na trave” nas duas oportunidades que teve defendendo a seleção da Alemanha no mundial de seleções em 1982 e 1986. Para quem não se lembra, os alemães conquistaram o “bi-vice” campeonato, embora tenham conseguido a glória máxima na copa seguinte, na Itália, em 1990. O problema é que Magath esteve presente apenas nas ocasiões em que a Alemanha foi derrotada na final, para Itália e Argentina, respectivamente.

O meio campista alemão, que durante toda a carreira vestiu apenas a camisa do Hamburg, teve inúmeras glórias dentro de campo como jogador, mas também algumas decepções com vice-campeonatos. Apesar de ter sido vice-campeão da Liga dos Campeões em 1980, teve uma nova chance e conseguiu conquistar o campeonato de clubes mais disputado do continente europeu em 1983 (mais tarde seria derrotado pelo Grêmio de Renato Gaúcho no Mundial de Clubes e teria de se conqtentar novamente com um vice-campeonato).

O Campeonato Alemão está no currículo glorioso de Magath. No total foram três conquistas nos anos de 79, 82 e 83 e três vice-campeonatos, em 80, 81 e 84. Definitivamente, a carreira de Magath dentro de campo foi marcada por títulos de expressão, mas também de algumas decepções com o segundo lugar. Claro que o segundo lugar é uma posição de respeito, embora seja doloroso perder o título.

As decepções e glórias não ficaram apenas dentro de campo. Wolfgang Felix Magath tem raízes porto-riquenhas vindas de seu pai, que mais tarde lhe abandonaria para voltar à terra natal quando tinha apenas 1 ano de idade. Ele voltaria a ter contato com o pai apenas quando completasse 15 anos, assim realizando visitas periódicas a Porto Rico desde então.

Em 1960, começou sua carreira futebolística no Nilkhein, até ser contratado para os profissionais do Hamburg, onde posteriormente encerraria a carreira em 1986.

Como técnico, começou no próprio Hamburgo, em 1993, e trabalhou na equipe que lhe consagrou como jogador durante quatro anos até ser demitido em 1997. Sem grandes conquistas. Seu primeiro trabalho com grande destaque como treinador foi em 2003, quando chegou muito perto de conquistar o Campeonato Alemão pelo Stuttgart, mas precisou se contentar com mais um segundo lugar em sua carreira.

Os tempos de vice-campeão pareciam ter chegado ao fim com o bi campeonato da Copa da Alemanha e do Campeonato Alemão em 2005 e 2006. Com a conquista pelo Bayern de Munique, Felix Magath entrou para o seleto grupo dos seis treinadores que conquistaram o Campeonato Alemão tanto como técnico, quanto como jogador.

A postura de Megath sempre foi rígida como técnico. Não é a toa que recebeu o apelido de “Saddam” (ex-ditador iraquiano) e “Qualix” (uma mistura de “torturar” em alemão com seu primeiro nome) por causa de seus treinamentos intensos e com bastante prioridade no condicionamento físico.

Após sair do Bayern de Munique, em 2007, passou pelo Wolfsburg entre 2007 e 2009 e hoje é técnico do Schalke 04.

Nesse exato momento estamos na 27ª rodada da Bundesliga. O líder é o Bayern de Munique, enquanto o vice é o Schalke, de Magath.

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Equipe Trivela

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