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ESPECIAL | Guia das oitavas de final da Liga dos Campeões

Parece que se passou uma eternidade. Desde a última partida da Liga dos Campeões, o Barcelona já foi campeão do mundo e já eliminou o Real Madrid de mais uma competição. O Real Madrid, porém, assegurou virtualmente o Campeonato Espanhol. O futebol brasileiro entrou e voltou de férias. Tevez foi dado como reforço certo de um sem-número de times – mas continua no Manchester City. O Tottenham se tornou concorrente ao título inglês. A Internazionale se tornou candidata ao título italiano – e já deixou de ser novamente.

Faz muito tempo desde a última partida da Liga dos Campeões. Por isso, o retorno é tão saudado. Até porque não dá mais para se poupar com partidas sonolentas contra equipes sem tradição ou força técnica. Agora é mata-mata, é confronto direto em que uma noite desastrada pode significar o fim da linha.

Para receber a LC de braços abertos, a Trivela fez um guia especial das oitavas de final, mostrando o que cada time pode fazer para sobreviver por mais uma fase no torneio. Aproveite!

APOEL NICÓSIA x LYON
por Leandro Stein

Jogos de ida
14/Fevereiro, 17h45
Estádio de Gerland, Lyon (FRA)

Jogo de volta
07/Março, 16h45
Estádio GSP, Nicósia (CHP)

Confrontos anteriores
Nunca se enfrentaram

O mapa da mina para o APOEL
Todo o ineditismo em torno do APOEL faz com que a campanha do time na Liga dos Campeões se torne uma façanha. Entretanto, é preciso ressaltar que a proposta de jogo aplicada pelo técnico Ivan Jovanovic foi cumprida com eficiência, resultando na liderança do Grupo H. Os exemplos são os dois jogos contra o Zenit, quando viraram o placar em Nicósia e seguraram o empate necessário para a classificação em São Petersburgo. Não se deve esperar um futebol ofensivo da equipe, pelo contrário. O ponto forte da equipe, armada basicamente no 4-2-3-1, está exatamente na defesa, liderada pelo goleiro Urko Pardo e pelo zagueiro Paulo Jorge. A criação do time fica centralizada em Constantinos Charalambidis, ídolo do futebol local, e tem boa opção nas investidas de Ivan Trickovski pelos lados do campo. Mais à frente, a despeito dos poucos gols no Campeonato Cipriota, a esperança dos torcedores é que Aílton e Manduca mantenham o papel decisivo na LC.

O mapa da mina para o Lyon
A heróica (e colocada sob suspeita) classificação do Lyon no Grupo D já ficou no passado. Da mesma forma, a badalação de outrora sobre o clube parece se esvair à medida que a sequência de títulos fica para trás. Com uma política baseada em jogadores jovens, sem grandes estrelas, os Gones se mantêm vivos nas quatro competições que começaram a temporada – embora o título da Ligue 1 seja um sonho distante. Repetindo o esquema 4-4-2 recentemente, Rémi Garde não contou com acréscimos na última janela de transferências, mas, em compensação, também não teve grandes prejuízos durante a CAN. Lisandro López, que perdeu boa parte da primeira fase da Champions por lesão, está 100% e divide as funções ofensivas com o artilheiro Bafetimbi Gomis, em fase inspirada. Assim como em outros tempos, outra boa opção no ataque são as jogadas com os meias Jimmy Briand e Michel Bastos, enquanto Kim Kallstrom mantém a eficiência nas bolas paradas. Já a defesa prima pela regularidade e, sempre que precisa, conta com Hugo Lloris para salvar.

Destinos cruzados
Em um passado recente, o Lyon se tornou conhecido por reunir diversos brasileiros em seu elenco. No presente, porém, o APOEL é quem possui mais jogadores nascidos por aqui, com seis, contra três – Ederson, Cris e Michel Bastos – do OL.

ARSENAL x MILAN
por Felipe Lobo

Jogo de ida
15/fev, 17h45 (horário de Brasília)
Estádio Giuseppe Meazza, em Milão (ITA)

Jogo de volta
6/mar, 16h45 (horário de Brasília)
Estádio Emirates, em Londres (ING)

Confrontos anteriores
4 jogos, 1 vitória do Milan, 1 vitória do Arsenal e 2 empates

O mapa da mina para o Arsenal
Quem se destaca é Robin van Persie. Artilheiro da Premier League com 21 gols, o holandês tem sido o melhor jogador do time, levando os Gunners a brigar por vaga na Liga dos Campeões. O problema é que os coadjuvantes não estão à altura e podem prejudicar o desempenho do time. Com o que tem feito Van Persie, porém, como duvidar que o camisa 10 pode levar o time às quartas?

O mapa da mina para o Milan
A fase dos rossoneri não é a mesma do final da fase de grupos, quando o time ia bem e tinha diversos jogadores em boa fase. A queda do Milan poderia ser boa para o Arsenal, se os próprios Gunners não vivessem igualmente uma fase instável. Os dois times têm uma semelhança importante: dependem excessivamente de um jogador. No caso do Milan, Zlatan Ibrahimovic. A fase não é boa e o histórico na Liga dos Campeões muito menos. O time, porém, tem jogadores que podem ajudar com qualidade – Seedorf, Robinho e Nocerino, por exemplo. Essa pode ser uma leve vantagem dos italianos.

Destinos cruzados
O Milan não tem dado sorte com os jogadores que traz do Arsenal, como, por exemplo, Philippe Senderos e Mathieu Flamini. O caminho inverso, porém, já foi vitorioso, como mostra a trajetória de Patrick Vieira. O ex-volante deixou os rossoneri em 1996 para se tornar um dos maiores jogadores da história dos Gunners, onde ficou até 2005.

BAYERN MUNIQUE x BASEL
por Pedro Venancio

Jogo de ida
22/fevereiro, 17h45
Estádio St. Jakob-Park, Basileia (SUI)

Jogo de volta
13/março, 17h45
Allianz Arena, Munique (ALE)

Confrontos anteriores
2 jogos, 2 vitórias Bayern Munique

O mapa da mina para o Bayern Munique
No Bayern Munique, o perigo aponta para todas as direções. Do lado direito, Arjen Robben é sempre perigoso com suas arrancadas e chutes de fora da área. Na esquerda, Frank Ribéry é praticamente imbatível no um contra um e se destaca por seus cruzamentos perfeitos. Mario Gómez é o centroavante que geralmente aproveita esses cruzamentos. O meia Toni Kroos cadencia o jogo, é importante nas bolas paradas e faz uma excelente Liga dos Campeões, e ainda há Thomas Müller, também capaz de decidir, ou Philipp Lahm. O desfalque sério é o volante Bastian Schweinsteiger, lesionado, e isso poderá comprometer o equilíbrio do time na saída de bola e na transição rápida da defesa para o ataque. A zaga, com Holger Badstuber e Jérôme Boateng, não inspira muita confiança.

O mapa da mina para o Basel
O Basel já surpreendeu o mundo ao eliminar o Manchester United, e quer ir ainda mais longe na competição. Para isso, conta com a dupla de ataque formada por Alexander Frei e Marco Streller, que garantiu, cada um com um gol, a vitória por 2 a 1 sobre os Red Devils na última rodada. Experientes internacionalmente, os dois contarão com o suporte de dois garotos descendentes de albaneses que estão dando o que falar em 2011/12. Um deles é Granit Xhaka, 19 anos, meia que se destaca pelo dinamismo e pela capacidade de defender e atacar com a mesma eficiência, além de possuir um forte chute de longa distância. O outro, Xherdan Shaqiri, tem 20 anos e já está vendido ao próprio Bayern Munique. Canhoto, rapidíssimo e com desenvoltura nas finalizações, já disputou a Copa de 2010 tem tudo para vingar na Baviera a partir da próxima temporada.

Destinos cruzados
Heiko Vogel, técnico do Basel, foi técnico da base do Bayern Munique entre 1998 e 2007 e comandou nomes como Philipp Lahm e Bastian Schweinsteiger. Em 2009, Thomas Müller estava encostado nos juniores do time bávaro e quase foi emprestado ao Basel, mas Louis van Gaal vetou o negócio e o promoveu.

BARCELONA x BAYER LEVERKUSEN
por Ubiratan Leal

Jogos de ida
14/Fevereiro, 17h45
BayArena, Leverkusen (ALE)

Jogo de volta
07/Março, 16h45
Estádio Camp Nou, Barcelona (ESP)

Confrontos anteriores
6 jogos, 3 vitórias do Barcelona, 2 vitórias do Bayer Leverkusen, 1 empate

O mapa da mina para o Barcelona
A questão é mais psicológica do que técnica ou tática. O Barça precisa lembrar que o jogo vale pela Liga dos Campeões, e que é necessário jogar com mais determinação do que nas partidas sonolentas contra os times pequenos do Campeonato Espanhol. Se o time mostrar a mesma intensidade vista nas partidas contra o Real Madrid, deve envolver o Leverkusen e se classificar com alguma tranquilidade. Talvez até com duas vitórias. Se jogar como nas últimas semanas, corre um risco desnecessário.

O mapa da mina para o Bayer Leverkusen
O Leverkusen tem algumas boas figuras. Leno é um goleiro bastante promissor, que deixou no banco Adler, com passagem pela seleção alemã. No meio-campo, Rolfes ganhou o posto de líder do setor do veterano Ballack. No ataque, Schürrle é um jogador em crescimento, enquanto que Kiessling teve um bom desempenho na temporada passada (vem decepcionando na atual). Se todos esses nomes atuarem no máximo de seus potenciais, é capaz de o Leverkusen criar problemas a um Barcelona pouco inspirado. Mas, fora esse cenário, a situação não permite muito otimismo para os alemães.

Destinos cruzados
Barcelona x Bayer Leverkusen: O zagueiro Henrique, vendido pelo Palmeiras ao Barça em 2008, foi emprestado ao Leverkusen para jogar a temporada 2008/09 da Bundesliga. E foi titular do clube alemão com algum destaque, embora não tenha sido aproveitado no retorno à Catalunha.

BENFICA x ZENIT
por Pedro Venancio

Jogo de ida
15/fevereiro, 15h
Estádio Petrovskij, São Petersburgo (RUS)

Jogo de volta
6/março, 17h45
Estádio da Luz, Lisboa (POR)

Confrontos anteriores
Nunca se enfrentaram

O mapa da mina do Benfica
Invicto na Liga dos Campeões e no Campeonato Português, o Benfica confia no equilíbrio entre o seu ataque, que já marcou um total de 55 gols nas duas competições, e a defesa, vazada em apenas 19 oportunidades. Praticamente sem jogadores portugueses de destaque no elenco, o técnico Jorge Jesus confia em nomes como o meia argentino Nicolás Gaitán, que teve boas atuações na primeira fase e é cobiçado pelo Manchester United. O espanhol Nolito, ex-Barcelona, é outro que vive grande momento, assim como os atacantes Rodrigo, brasileiro naturalizado espanhol, e Óscar Cardozo, paraguaio artilheiro do Campeonato Português com 14 gols. Na defesa, quem segura as pontas é Luisão, quase imbatível no jogo aéreo.

O mapa da mina do Zenit
Líder absoluto do Campeonato Russo, o Zenit chegou às oitavas de final da Liga dos Campeões após ficar em segundo no Grupo G, eliminando o Shakhtar Donetsk e o Porto, de quem arrancou um empate sem gols na última rodada para garantir a vaga. O time, aliás, conta com dois portugueses no elenco, ambos conhecedores da rivalidade com o Benfica: o zagueiro Bruno Alves, que foi revelado no Porto, e o meia Danny, principal criador de jogadas da equipe, que passou pelo Sporting, mas, lesionado, não poderá disputar o confronto. Resta ao técnico Luciano Spalletti, que renovou contrato recentemente, confiar em Viktor Faizulin para municiar a rápida e eficiente dupla de ataque formada por Alexander Kerzhakov e Danko Lazovic e levar o time à vitória.

Destinos cruzados
O Zenit conta com dois portugueses que estão acostumados a enfrentar o Benfica. O zagueiro Bruno Alves, ex-Porto, e o meia Danny, ex-Sporting, que está machucado e não poderá atuar.

CHELSEA x NAPOLI
por Felipe Lobo

Jogo de ida
Data: 21/fev, 17h45 (horário de Brasília)
Local: Estádio San Paolo, em Nápoles (ITA)

Jogo de volta
Data: 14/mar, 16h45 (horário de Brasília)
Local: Estádio Stamford Bridge, em Londres (ING)

Confrontos anteriores
Nunca se enfrentaram

O mapa da mina para o Chelsea
Em princípio, o Chelsea poderia ser considerado favorito para o confronto. Com mais investimentos e mais jogadores com experiência e qualidade, o time tem o que é preciso para avançar. Só que o problema é que o desempenho na Premier League é irregular, com muitas atuações abaixo da média. A volta de Didier Drogba pode ser um alento – já que Fernando Torres continua não correspondendo – e Juan Mata tem se destacado e pode ser decisivo.

O mapa da mina para o Napoli
O duelo deve ser equilibrado e para o Napoli será fundamental vencer em San Paolo no jogo de ida. Conta a favor do Napoli a força da torcida e o estádio, além do superataque, em que o trio Hamsik, Lavezzi e Cavani pode causar muitos problemas aos adversários. Esse é o único setor que o Napoli é melhor do que os Blues. Conta contra, porém, o fato do esquema base dos Partenopei ser de três zagueiros, o que pode complicar para marcar os três atacantes do Chelsea. O favoritismo é do Chelsea, mas o confronto é muito equilibrado.

Destinos cruzados
Gianfranco Zola, visto como um dos maiores jogadores da história do Chelsea, é torcedor do Napoli e atuou no clube entre 1989 e 1993, substituindo Diego Maradona em vários momentos. Deve estar com o coração dividido.

INTERNAZIONALE x OLYMPIQUE DE MARSEILLE
por Leandro Stein

Jogo de ida
22/Fevereiro, 17h45
Estádio Vélodrome, Marselha (FRA)

Jogo de volta
13/março, 16h45
Estádio San Siro, Milão (ITA)

Confrontos anteriores
2 jogos, 2 vitórias do Olympique de Marseille.

O mapa da mina para a Internazionale
Após engatarem uma boa sequência de jogos na virada do ano, os nerazzurri voltaram a viver as oscilações do início da temporada nas últimas semanas. Depois de vitórias importantes, como no clássico contra o Milan e a virada sobre a Lazio, o time de Claudio Ranieri amarga atualmente um jejum de cinco jogos sem triunfos. A expectativa é que a nova frustração não respingue na LC, onde, ainda que não tenham convencido, os italianos fizeram campanha suficiente pelo primeiro lugar do Grupo B. Sem grandes contratações, as apostas são depositadas em dois heróis do título europeu de 2010: Diego Milito e Wesley Sneijder, que aos poucos deixam para trás os problemas vividos durante os primeiros meses da temporada. O 4-4-2 implantado por Ranieri variou um pouco nos últimos jogos, especialmente pela volta de Sneijder. A torcida nerazzurra só não quer que a defesa, que voltava a contar com a segurança de Júlio César, Lúcio e Samuel, torne regra a enxurrada de gols sofrida para Roma e Palermo.

O mapa da mina para o Olympique de Marseille
Os marselheses não tiveram um bom início de temporada, mas vivem franca ascensão desde o fim do ano passado. A última derrota aconteceu em novembro e a equipe segue viva em quatro competições diferentes. Obviamente, a histórica virada sobre o Dortmund no Westfalenstadion, que valeu a classificação para as oitavas da Champions, teve papel fundamental na motivação do elenco. O esquema 4-2-3-1 pensado por Didier Deschamps para a LC tem engrenado na Ligue 1. E ainda que tenha perdido Lucho González – que vinha deixando a desejar nos últimos meses – para o Porto, o time chega impulsionado pelo bom momento de alguns jogadores, sobretudo no setor ofensivo. Loïc Rémy é referência confiável no ataque, bem municiado por Mathieu Valbuena e Morgan Amalfitano. Já a defesa vem ganhando segurança a medida que se entrosa, bem protegida pelo volante Alou Diarra. Resta saber como será a reintegração de Jordan e, sobretudo, André Ayew, que vinham sendo fundamentais antes seguirem à Copa Africana.

Destinos cruzados
Laurent Blanc, atual técnico da seleção francesa, trocou o Olympique de Marseille pela Internazionale em 1999, já na fase final da carreira como jogador, mas teve boa passagem pelo time nerazzurro.

REAL MADRID x CSKA MOSCOU
por Ubiratan Leal

Jogo de ida
21/fevereiro, 15h
Estádio Luzhniki, Moscou (RUS)

Jogo de volta
Data: 14/mar, 16h45
Local: Estádio Santiago Bernabéu (ESP)

Confrontos anteriores
Nunca se enfrentaram

O mapa da mina para o Real Madrid
O Real Madrid tem totais condições de passar pelo CSKA sem tanto esforço. A única coisa que o time precisa evitar é uma derrota pesada no frio de Moscou. Desse modo, precisa impor seu ritmo no jogo de ida, impedindo que os russos se aproveitem do ambiente mais favorável. Khedira e Xabi Alonso (ou quem Mourinho decidir escalar de volante) se tornam figuras importantes para dar essa solidez e saída de bola no meio-campo. Cristiano Ronaldo, como o jogador que desequilibra pela velocidade, habilidade e poder de conclusão, é a força ofensiva mais óbvia.

O mapa da mina para o CSKA
O confronto é muito desigual, e o CSKA precisa aproveitar o que tem. No caso, o frio de Moscou no jogo de ida, os chutes de longa distância de Honda e a fase iluminada da dupla Dzagoev-Doumbia. O atacante marfinense é um dos artilheiros da LC e pode desequilibrar em uma jogada. Se conseguir um bom resultado no jogo de ida, precisará se segurar bem em Madri. É improvável, mas é o que os moscovitas têm a disposição.

Destinos cruzados
O primeiro emprego de Juande Ramos após a saída do Real Madrid em 2008/09 foi o de técnico do CSKA Moscou. Não durou dois meses no cargo.

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Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

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