ESLOVÁQUIA: Tradição na “primeira” Copa

Uma das maiores surpresas nas Eliminatórias Europeias foi a Eslováquia. Classificou-se em primeiro no grupo 3, que tinha Polônia, Eslovênia, Irlanda do Norte, República Tcheca e San Marino. Conseguiu bons resultados contra a República Tcheca ao vencer uma e empatar outra partida, enquanto venceu os dois jogos contra a Polônia. O último foi na rodada final do grupo, jogando fora de casa, e valeu a classificação direta para a Copa – a primeira desde que o país se tornou independente, em 1992.

Na defesa, o zagueiro Martin Skrtel, do Liverpool, é o nome mais conhecido. O jogador, de 24 anos, tem 1,91 m de altura, tem ganhado espaço no Liverpool, começando como titular em muitas partidas e é capaz de dar consistência à sua seleção.

Um dos principais nomes da seleção eslovaca é o meia Marek Hamsik, do Napoli. Rápido e habilidoso, o meia tem se destacado pela sua equipe e na seleção. Hamsik é um jogador muito técnico, que tem capacidade de decidir partidas – o que pode ser importante em uma equipe relativamente jovem como a Eslováquia.

Ainda no meio-campo, o filho do técnico, homônimo do pai, Vladimir Weiss, ganhou espaço no final das Eliminatórias, começando partidas e sendo o jogador a fazer o lado direito do meio-campo. Com apenas 19 anos, é uma aposta do Manchester City, embora pouco tenha jogado pelo clube inglês. Weiss pode ser titular da equipe e mostrar o seu valor durante o Mundial da África do Sul.

No ataque, Stanislav Sestak se destacou durante a campanha, marcando seis gols durante o caminho para a classificação à Copa. O jogador é meia de origem, mas atua como segundo atacante, chegando na área para marcar gols. Como homem de finalização joga Robert Vittek, o jogador do elenco que mais balançou as redes com a camisa da seleção.

A Eslováquia vai tentar repetir o sucesso das Eliminatórias no Mundial, buscando uma vaga nas oitavas de final. Com o bom desempenho durante seus jogos, é de se esperar que o time busca ao menos uma das duas vagas à fase de mata-mata da Copa.

A Eslováquia era vista como a parte menos poderosa da Tchecoslováquia, e seus fracassos, como país independente, em chegar às Eurocopas de 1996 a 2008 e às Copas de 1998, 2002 e 2006 pareciam corroborar com o que era falado. A classificação direta ao Mundial, deixando os tchecos de fora, mostra que os eslovacos também são herdeiros dos vice-campeões mundiais em 1962. O que a Fifa reconhece em seus arquivos.

Pote 1 (Cabeças de chave):
África do Sul, Itália, Argentina, Brasil, Inglaterra, Alemanha, Holanda e Espanha

Pote 2 (Ásia, Concacaf e Oceania):
Austrália, Honduras, Japão, México, Nova Zelândia, Coreia da Norte, Coreia do Sul e Estados Unidos

Pote 3 (África e América do Sul):
Argélia
, Camarões, Chile, Gana, Costa do Marfim, Nigéria, Paraguai e Uruguai

Pote 4 (Europa):
Dinamarca, França, Grécia, Portugal, Sérvia, Eslováquia, Eslovênia e Suíça

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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