Effenberg: Crepúsculo triunfal

Tido como um futebolista com impagável espírito de liderança na sua juventude, o meia alemão Stefan Effenberg ainda tinha potencial para se tornar uma estrela. Mas ‘Effe’ colecionou encrencas, polemicas e fiascos. Seu gênio indomável quase jogou por terra seu notável talento que só deslanchou no crepúsculo de sua carreira.

Natural de Hamburgo, destacou-se no Borussia Monchengladbach e quando chegou ao Bayern de Munique, em 1990, eclipsou-se. Com rendimento abaixo da critica nas mãos dos treinadores Jupp Heynckes e Soren Lerby, o ‘bad boy’ foi se aventurar no Calcio com a mítica camisa da Fiorentina. Mais uma frustração: queda para Série B italiana em 1992/3.

Rusgas com companheiros, atos de indisciplina e desavenças com o treinador Berti Vogts o impediram de ter regularidade com a seleção e o catapultaram para fora da Copa do Mundo dos Estados Unidos em 94.

No retorno a Alemanha, volta a apresentar um bom futebol num ambiente de menor pressão como o Borussia Monchengladbach, seu ex-clube. Boas exibições por quatro anos, porém, longe das taças…

O Florescer da Estrela Errante

Temerosos de trazer Effenberg de volta a Baviera, em 98, os dirigentes do Bayern de Munique temiam um choque com Lothar Matthaus, autoritário líder da equipe. Mas a magia e o caráter do veterano meia encobriram as interrogações e o clube voltou a levantar troféus dentro e fora da Alemanha.

Sob sua batuta, o Bayern encharcou sua galeria de troféus: foi tricampeão nacional (99, 2000 e 2001), ganhou a Copa da Alemanha (2000), duas Copas da Liga (99 e 2000), e tocou o céu ao ganhar a Liga dos Campeões da Europa e o Mundial interclubes, em 2001.
Na alvorada da carreira, ganhou todos os títulos possíveis, sendo protagonista do clube mais poderoso da Alemanha. Virou mito na Baviera.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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