Dinamite confia na vitória e avisa que não vai administrar o Vasco sozinho
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Em 1993, Roberto Dinamite se despedia dos gramados com a camisa do Vasco em amistoso contra o La Coruña de Bebeto no Maracanã. Quinze anos depois de sua aposentadoria, o eterno ídolo exibia o mesmo sorriso largo e a postura firme ao chegar para a coletiva de imprensa realizada ontem, dois dias após vencer as eleições para presidente do clube que defendeu por 20 anos. Agora, para ser consagrado como novo presidente (de fato e de direito, e não interino) do centenário Club de Regatas Vasco da Gama é preciso apenas que o Conselho Deliberativo aprove seu nome na próxima sexta-feira (27/06). O Conselho é formado por 300 beneméritos. Desses, 150 são natos, 120 foram eleitos com a chapa de Dinamite e os 30 restantes são da chapa derrotada.
Sem ainda entrar em detalhes da sua possível gestão à frente do clube de São Januário, Roberto Dinamite e o candidato a vice-presidente Luso Soares, acompanhados do componente da chapa Olavo Monteiro de Carvalho, preferiram transmitir ao torcedor do Vasco toda confiança e credibilidade num trabalho “sério e honesto para resgatar o clube grande, vencedor e grandioso”, nas palavras de Roberto. Mesmo tendo o cuidado de ressaltar que aguarda a definição da próxima sexta-feira, Dinamite antecipou a primeira conquista aos vascaínos: a retomada da camisa 11, aposentada pelo presidente-interino, Eurico Miranda, em homenagem ao ex-jogador Romário. Sobre patrocinadores, contratações, comissão técnica e até mesmo a estátua do baixinho recém-aposentado, Roberto pontuou que ainda não é a hora de tratar desses assuntos. Porém, Olavo Monteiro de Carvalho, presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ – local da coletiva) adiantou que há fila para fazer parcerias com o Vasco.
O discurso polido e pausado não escondeu algumas mágoas carregadas no coração do ex-atilheiro: “Quem viveu as últimas eleições e viu como ela aconteceu no sábado, sabe que tivemos um pleito tranquilo e pacífico como há tempos não tínhamos. Foi totalmente diferente. Essa eleição foi legítima e feita da forma mais transparente possível. Estamos cumprindo tudo que foi determinado pela Justiça e pelo nosso Conselho”, deixou claro Dinamite quando questionado sobre a intenção da chapa de Eurico em anular novamente as eleições.
Caso se torne presidente na sexta-feira e empossado no dia 1 de agosto na Sede Náutica da Lagoa, Roberto vai implementar o que chamou de segunda etapa, quando começará a conhecer a realidade do clube: “Eu não vou administrar o Vasco sozinho. Temos um projeto com pessoas competentes que vão trabalhar para resgatar a dignidade, tomar as decisões e levar o Vasco ao rumo certo. Não queremos da mesma forma nos eternizar no poder. Serão três anos no mínimo e seis anos no máximo para assim deixar a oportunidades para outros vascaínos continuarem nosso trabalho, que será feito com muita clareza, competência e respeito ao clube Vasco da Gama”, disse Roberto.