Dificuldades. E daí?

Antes do jogo contra a Lituânia, falou-se muito das dificuldades que a Espanha poderia enfrentar, no gramado horrível do Steponas Darius e Stasys Girenas (é, é esse mesmo o nome do estádio). Pois a atual campeã mundial deu solenemente de ombros para essa questão – que nem importou tanto assim. Em mais uma partida pelas eliminatórias da Euro 2012, a equipe de Vicente del Bosque passou tranquilamente pelo adversário, sem sofrer a menor pressão. Continua invicta. E deverá estar em Polônia e Ucrânia no próximo ano.

Já a vice-campeã do mundo teve uma vitória que foi, além de importante e suada, muito instrutiva. A Holanda que já era bastante elogiada após golear a Hungria na última sexta viu algo que está aí, desde a Copa: de nada adianta ter um ataque que esteja reconhecidamente entre os melhores do mundo e querer jogar insistentemente recuada, esperando chances para atacar, se a defesa sempre oferece buracos como ofereceu, novamente diante dos húngaros.

Aliada às boas atuações que Rudolf e Gera tiveram hoje, a falta de confiabilidade da linha de quatro marcadores da Oranje foi a causa dos sustos levados em Amsterdã. Caso a lição tenha sido aprendida – e caso a defesa seja protegida sem a violência exagerada que se viu nas fases agudas da Copa -, o time de Bert van Marwijk não chega forte só para o amistoso de junho (por mais que uma vitória do Brasil seja a lógica). Chega forte para a Euro.

De resto, nas eliminatórias da Euro, merece destaque a campanha da Bélgica, que deve ser levada mais a sério. Os Diabos Vermelhos mostram cada vez mais condições de disputarem uma vaga na repescagem com a Turquia – porque a vaga direta deve ficar mesmo com a Alemanha, que não lamentará a derrota de hoje no amistoso contra a Austrália.

A Itália, além de continuar vencendo como pode, no amistoso contra a Ucrânia, deverá estar na Euro pelas bobeadas dos rivais diretos em seu grupo. A Sérvia que o diga, ao jogar fora o triunfo contra a Estônia. E a Inglaterra também teve uma diminuição na sua moral que pode se mostrar útil: afinal de contas, empatar com Gana é um resultado que mostra bem mais o que é o English Team atual do que uma vitória ilusória contra País de Gales, uma equipe definitivamente fraca.

A conclusão a que se chega é que, por mais dificuldades que possam ter em seu caminho, os países tradicionais continuam nadando de braçada, na Europa, hoje. Mas sempre foi assim, não é?

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Equipe Trivela

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