Despedida

Foi um ano bastante intenso. A Trivela, como sempre faz, me recebeu de braços abertos. Aqui comecei minha carreira de jornalista de verdade, aqui descobri o que é ser uma “periodista”; aprendi de verdade o que é futebol e como se deve trabalhar com ele.
As lições aprendidas em 13 meses serão carregadas comigo, quer eu queira ou não, para o resto da vida. Aprendi na prática sobre ética, sobre como apurar uma notícia e como deixá-la o mais clara e digerível possível. Aprendi a fazer matérias, correr atrás de entrevistas, beber da fonte e transformar isso em um apanhado de letrinhas que seriam prestigiadas (ou não) pelo seleto público trivelista.
Não é tão fácil quanto parece, mas nem tão difícil quanto podem cogitar.
Trabalhar na Trivela exige um conhecimento específico impecável. E, se não se tem, pode ter certeza que aprenderá na marra. Só tenho elogios a fazer a essa equipe que, além da competência inquestionável, está sempre pronta pra ensinar, inovar, e chamar o leitor para o mundo da bola internacional.
Deixo este recado de despedida em especial ao jornalista que esteve comigo presente do primeiro ao último dia, Leonardo Bertozzi. Se tem alguém que sabe do que está falando e ama seu trabalho, é ele. O responsável por eu ter me tornado o que sou na profissão. Em segundo, ao meu outro mentor, em especial de questões éticas e para sanar todas as minhas dúvidas gerais, Ubiratan Leal, que deixou a Trivela fisicamente, mas nunca saiu – nem creio que sairá – de seu espírito. O meu terceiro mentor é alguém que também não está mais aqui, mas que, enquanto esteve, muito me ensinou: Gustavo Hofman. Creio que os leitores tradicionais se lembram e certamente sentem falta de suas palavras neste espaço.
Sem querer esquecer ninguém, ficam também as lembranças para o polêmico e grande personagem Caio Maia, o responsável pela Trivela continuar firme e forte. E, por fim, minhas lembranças aos colegas do dia a dia e, acima de tudo amigos, Felipe dos Santos Souza (este, em especial, por me acalmar os ânimos nos momentos de sufoco, como a primeira transmissão ao vivo), Felipe Lobo, Renato Piccinin e Janaína Carrasco.
Que para vocês, leitores e pitaqueiros, minha passagem tenha trazido alguma coisa de bom. Das primeiras colunas e matérias, posts no blog, até a última narração em um ao vivo.
Minha saga continua fora daqui, mas o espírito trivelístico e o aprendizado sempre permanecerão.
* Não foram citados antes, mas não são nadica de nada menos importantes: Ricardo Espina, um dos criadores do “espírito Trivela”, e que sempre esteve, de alguma forma, presente; e Bia Gomes e Luciano, que hoje estão na Revista ESPN, mas nunca nos deixaram por completo.


