Deportivo Petare: ano novo, nome novo. Desempenho novo?

Era uma vez um clube que, em 1948, foi fundado por imigrantes italianos na Venezuela, sob o nome de Deportivo Italia. E teve um começo de história glorioso: sob a presidência de Mino D'Ambrosio, foi até o primeiro clube do país a passar da primeira fase de uma Libertadores. Mas o tempo passou, D'Ambrosio morreu, e o Deportivo Italia caiu numa profunda crise.
Esta, por sua vez, começou a ser resolvida em 1996: o clube cedeu sua franquia ao município de Chacao, ganhou investimentos da Parmalat e passou a chamar-se Deportivo Italchacao – sob este nome, aliás, foi o último clube da carreira de Neto. Ganhou mais um Campeonato Venezuelano (1998/99), voltou a participar de competições continentais… até que a crise bateu de novo, o clube chegou a ser rebaixado, subiu novamente, e voltou a ter o nome de Deportivo Italia, em 2007.
Novamente, a mudança de nome coincidiu com um crescimento no desempenho. Em dezembro de 2008, o Italia conquistou o Apertura venezuelano, o que lhe deu o direito de estar na Copa Libertadores de 2010. Era a volta, após 25 anos de ausência. Que se transformou em decepção: apenas um ponto conquistado, e a lanterna do grupo, numa campanha que incluiu a maior goleada sofrida na primeira fase: um 4 a 0 para o Vélez Sarsfield.
Logo depois da campanha esquecível, em julho do ano passado, o clube foi-se para a cidade de Petare. E, para atrair a torcida dos habitantes, passou a chamar-se Deportivo Petare – mudança que atraiu bastante controvérsia. Mas o fato é que a equipe novamente passou por uma mudança. Conta somente com Richard Blanco, no ataque, e a experiência de David McIntosh, na defesa. Será suficiente para, novamente, um salto no desempenho acompanhar a mudança de nome?
Elenco:
Alan Liesbekind, G, (VEN)
Ciro Zamora, G, (VEN)
Ricardo Mammarella, G, (VEN)
David McIntosh, D, (VEN)
Daniel Díez, D, (VEN)
Javier López, D, (ARG)
Marcelo Maidana, D, (ARG)
Ricardo Andreutti, D, (VEN)
Juan Pablo Villarroel, D, (VEN)
Rafael Lobo, D, (VEN)
Norberto Riascos, D, (VEN)
Andrés Sánchez, D, (VEN)
Bladimir Morales, M, (VEN)
Gianfranco Di Julio, M, (VEN)
Alain Giroletti, M, (VEN)
Evelio Hernández, M, (VEN)
Walter Turli, M, (VEN)
Félix Cásseres, M, (VEN)
Diomaf Días, M, (VEN)
Amir Buelvas, A, (VEN)
Richard Blanco, A, (VEN)
Momento histórico contra um brasileiro:
Derrota de 1 a 0 para o Palmeiras, pela Libertadores de 1971 – a mesma em que o time conseguiu vencer o Fluminense no Maracanã, também por 1 a 0



