Democrático
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Futebol é um dos esportes mais apaixonantes que existem. Sabe por quê? Por que é mais do que um time contra outro, onde o mais competente ou tecnicamente superior vai passar pelo adversário. É um jogo onde é possível Davi derrubar Golias. Várias vezes, inclusive.
Um pouco disso tem a ver com a variedade de modos de se jogar futebol. Muito se fala em jogo bonito, ofensivo, aberto. Essa é uma forma de jogar, mas não a única. Há diversas. E todas são possíveis, podem ser divertidas. Não há certo ou errado.
Rodrigo Bueno, comentando Campeonato Inglês na ESPN, certa vez falou em “futebolton”, referindo-se ao modo, digamos, bruto de jogar do time. Sem talentos técnicos, o Bolton jogava defensivamente e jogando muitas bolas para a área. Os torcedores adoravam. Quem somos nós para dizer que eles deveriam jogar de outra forma?
Atualmente, o Bolton é um time um pouco mais técnico e quem pratica o “futebolton” é o Stoke, do meia Delap. Esse jogador tem uma capacidade fantástica de transformar cobranças de laterais nos lances mais perigosos do time, mais do que escanteios ou faltas. A torcida adora.
Futebol é democrático. Permite que Once Caldas seja campeão da Libertadores, ou que, mesmo em uma época de Premier League, o Blackburn seja campeão inglês, como foi em 1995. Ou que o Porto vença a Liga dos Campeões, como em 2004. Futebol é legal também por isso.