Deco sem carrapato no pé

Entre os diversos modismos que os técnicos brasileiros adotam e no qual cai sempre a imprensa esportiva –  com raras exceções -, a marcação individual virou coisa de outro mundo. Destacar um jogador, um cão de guarda, cabeça de área ou volante, como queira, para acompanhar o cara até o banheiro, se preciso, se tornou sinônimo de estratégia antiquada.

– Não fazemos marcação individual, não é nossa característica. Nossa marcação é por zona – disse Cristóvão, antes da final da Taça Guanabara, parecendo ter vergonha de uma tática primitiva como essa.

E Deco pegou a bola livrinho em diversos momentos do jogo. Já no primeiro tempo do primeiro confronto de Vasco e Fluminense, o luso-brasileiro já tinha deitado e rolado num meio de campo enfraquecido que não conta com seu melhor marcador, mais hábil, que joga mais limpo e mais rápido. Falo de Romulo, claro.

Mas Nilton poderia ter acompanhado Deco. Fellipe Bastos, talvez, porque esteve perdido na marcação e é mais rápido. Mas não, virou coisa de técnico de várzea, retrô, negar a atuação de um jogador para anular outro.

Mesmo antes do pênalti, mais um bobo que o ótimo Fagner fez no Vasco, Deco e Thiago Neves, quase sempre, tinham liberdade na frente da área. No segundo tempo, o portuga traidor meteu uma trivela para Wellington Nem, que não fez o gol porque é bobo também.

Sei lá se mudaria alguma coisa ter alguém colado em Deco, mas o fato é que é difícil segurar um quarteto ofensivo como o que tinha em campo ontem o Fluminense. Ainda mais se o time adversário marca tão mal. A despeito dos erros do Vasco (pênalti bobo, quando o Vasco ficou um pouco melhor depois de muito tempo pior; falha de adivinhação de Prass no segundo gol), o Fluminense só não goleou porque teve pena.

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