Decisão sensata

Joseph Blatter é um presidente de notórias habilidades políticas. Daqueles que dizem coisas que agradam a seus interlocutores em qualquer situação, mesmo que elas se contradigam. A idéia de fazer o rodízio de continentes entre as sedes da Copa do Mundo era condizente com o jeito Blatter de ser, mas já era de se esperar que não tivesse vida longa.

Até 2006, a Europa sediava um de cada dois Mundiais. De repente, a Fifa queria que fosse uma de cada seis. Por mais político que se queira ser, é insensato querer dar à Europa o mesmo tratamento que se dá a continentes com menos tradição no futebol, e com menos países em condições de organizar a Copa do Mundo.

A aclamação do Brasil como sede, nesta quarta-feira, deve ser um espetáculo constrangedor. A idéia de que o país competia para “atender aos padrões da Fifa” era apenas a tentativa de validar um processo que já começou equivocado.

Agora, alcançou-se um compromisso que deve satisfazer a todos. A Europa não precisa esperar 24 anos entre um Mundial e outro, o que seria absurdo, mas se contenta com um de cada três, já que, pelos novos critérios, os continentes que recebem as duas Copas anteriores não podem se candidatar. Agora, para 2018, a Inglaterra é barbada.

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