Dan Gosling: O precoce garoto inglês

Por Rafael Duarte

Os grandes clubes foram criados para brilhar na primeira divisão, e quando isso não acontece deixa em todos uma ponta de frustração. Mas esta frustração converte-se em alegria e esperança com o retorno dos gigantes à elite. E é assim com o retorno do Newcastle United à Premier League inglesa.

Além disso, os Magpies trazem consigo uma novidade que causou polêmica nos últimos meses: o jovem meio-campista inglês, revelação do Everton, Dan Gosling.

O início

Tudo na carreira do jovem Daniel Gosling tem sido precoce. Nasceu no Condado de Devon, Ingleterra, em 2 de fevereiro de 1990. Foi revelado pelo modesto Plymouth Argyle, clube de sua cidade natal que disputa a segunda divisão inglesa, e começou a ser opção para a equipe principal desde muito cedo, sendo que com dezesseis anos já era presença frequente no banco de reservas.

Com 17 conseguiu a titularidade em seu clube, uma convocação para a seleção inglesa sub-17 e um convite para um período de testes no Chelsea, que acabou não lhe rendendo frutos. Foi jogando pelo Argyle que Dan Gosling recebeu seu apelido de whiz boy, algo como “o mago”.

Reconhecimento

Em 2008, após apenas vinte e dois jogos pelo Plymouth, com dois gols marcados, Gosling foi contratado pelo Everton, de Liverpool. Chegou como um investimento a longo prazo, mas logo começou a se destacar.

No início de 2009 foi o autor do gol que desempatou o duelo contra os rivais de Liverpool, válido pela Copa da Inglaterra, marcando um gol aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação. O gol salvador de Gosling, marcado menos de uma semana após o jovem completar dezenove anos, foi tão fantástico quanto inesperado, tanto que a emissora oficial que transmitia a partida resolveu veicular um comercial antes do fim do jogo. Quando as imagens retornaram, os Toffees já estavam comemorando o incrível feito de Dan.

O gol e as boas atuações na Copa da Inglaterra 2008/09, onde o Everton sagrou-se vice campeão, elevaram Dan Gosling à condição de possível ídolo do Everton, ao lado do também jovem prodígio inglês Jack Rodwell.

Lesão e polêmica

Mas como tudo em sua carreira é precoce, o primeiro revés já foi brutal. Em março de 2010, em partida válida pela primeira divisão inglesa contra o Wolverhampton Wanderers, Gosling rompeu os ligamentos cruzados do joelho, tendo que ficar nove meses parado.

E assim chegamos à polêmica de Dan Gosling. Parado há cinco meses, o meio campista ainda não havia sido procurado formalmente pelo Everton para a renovação de seu contrato. Considerando isso uma falta de comprometimento por parte de seu clube, Gosling recorreu a comissão independente da Premier League, que decidiu a favor do jogador e conseguiu sua liberação para assinar com qualquer clube que desejasse.

O futuro

Com propostas de West Ham, Sunderland e Newcastle, Dan Gosling resolveu apostar no projeto para o futuro dos Magpies, treinados por Chris Hughton. A escolha arriscada de deixar um clube que disputa a parte de cima da tabela da Premier League para atuar em um recém promovido não pode apenas ser apenas creditada ao dinheiro, já que o próprio Gosling elegeu a aura de St. James Park e sua apaixonada torcida os principais fatores da mudança, como o próprio diz: “Esta mudança é brilhante. Estou ansioso por começar. Já joguei aqui no St. James Park e conheço a atmosfera fantástica”.

Resta agora torcer para que o futebol de Gosling, que acumula 19 jogos e dois gols em quatro seleções de base inglesas (sub-17,18, 19 e 21) continue o mesmo após a recuperação de sua lesão, e que sua empreitada ao lado de Collocini, Jonás Gutiérrez, Joey Barton e Andy Carroll faça mais do que apenas manter os Magpies na primeira divisão.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo