Corinthians, raçudo, voa para o titulo. São Paulo, sem alma, vai para Macapá

Uma rodada emocionante, com times jogando com alma e coração, deixou o Corinthians ainda mais perto do título. Ele foi campeão durante alguns minutos, mas o gol de Bernardo, no final, adiou a decisão para a última rodada. Um prêmio para esse Vasco, que desafiou todos os paradigmas preguiçosos e mostrou que é possível, após ganhar um título, lutar até o final por todos os outros. Não desistiu nunca e, superando-se a cada rodada, chegou à última podendo sonhar com o grito que faz tudo valer a pena; “é campeão”.
O Vasco, heróico, levou a luta até o final, mas o título vai ser do Corinthians. São dois pontos de diferença. O time só depende de si e mostrou que isso é muito importante: venceu as quatro últimas partidas, contra Ceará, Atlético-PR, Galo e Figueirense. Não jogou bem? Mas ganhou, o que mostra como está perto. Ganhar sem jogar bem é fundamental para times campeões.
Outros times mostram espírito de campeão, mesmo sem ter chance de título. O Fluminense foi brigador, o Flamengo se superou e garantiu a vaga na Libertadores, Cearé e Cruzeiro foram até o final para fugir da série B, o Coxa conseguiu entrar na briga e o Bahia parou Neymar para não se rebaixar.
Todos lutaram. Apenas um foi covarde. O São Paulo. Precisava vencer para sonhar com a Libertadores. E não fez nada em campo. Nem na parte técnica e muito menos no emocional. Apenas três jogadores atuaram como profissionais: Ceni, Fabiano e Rivaldo. Ninguém vê que o Rivaldo, que se despediu ontem, joga mais que o Cícero nota oito prometido pela diretoria. E o fim de feira que é, perdendo, você trocar Cícero por Marlos?
Rogério Ceni disse que não gostaria de jogar em Macapá. O grande goleiro já pode prometer algum souvenir amapaense para a patroa. Para jogar na Libertadores, o São Paulo precisa ganhar e esperar por empates de Figueirense contra Avaí, Coritiba contra Furacão e Inter contra Grêmio. Se tudo isso acontecer, é capaz de o time perder para os reservas do Santos. E Marlos e William José deixarem o campo sorrindo como ontem.



